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Entrevista

 

Ademir Pezeta e Patrícia Leite Pezeta

Diretores de campo da Cidade das Estrelas, São Tomé das Letras-MG.

 

Por Pepe Chaves*

Para Via Fanzine e

Jornal São Tomé Online

20/12/2018

 

Ademir Pezeta e Patrícia Leite Pezeta administram a Cidade das Estrelas em São Tomé das Letras e falaram conosco sobre este grandioso projeto espiritualista.

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A Cidade das Estrelas em São Thomé das Letras-MG é a sede de campo do Instituto Imagick, entidade de pesquisas sediada em São Paulo-SP. O complexo está instalado em uma área de aproximadamente 200 hectares com natureza preservada, cercada por montanhas e cachoeiras. A estrutura conta com 16 chalés para hóspedes, piscina, sauna e biblioteca. Mas o que faz da Cidade das Estrelas um local mágico é toda a estrutura dedicada ao desenvolvimento espiritual: templos ao ar livre, área de cura com sala de massagens, banhos e energização, roda de Gaya, templo xamânico, templo do Sol e pontos de contato com as forças elementais para proporcionar experiências únicas e inesquecíveis. O Imagick tem sua programação regular de encontros, cursos e vivências na Cidade das Estrelas. Esse espaço místico é dirigido por Ademir Pezeta e sua esposa Patrícia Leite Pezeta. Ambos nos receberam gentilmente para esta entrevista na Cidade das Estrelas, onde falaram conosco sobre algumas das atividades e um pouco sobre a história que envolve este lugar e os seus fundadores, o casal paulistano Arsênio e Zelinda.

 

Jornal São Tomé Online – Caro Ademir, por favor, nos fale um pouco sobre Arsênio e Zelinda, os fundadores da Cidade das Estrelas.

Ademir Pezeta - A Zelinda é psicóloga clínica, ela tem um consultório de psicologia em São Paulo e é especialista em regressão de memórias passadas. Ela foi criada dentro da Sociedade Brasileira de Eubiose (SBE). O pai dela foi um dos fundadores da Eubiose. O Arsênio, marido dela, era engenheiro civil, mas também gostava muito dessa área de mistérios, ocultismo e então, eles resolveram fundar o Instituto Imagick, faz 28 anos. E foi uma coisa que começou pequena assim, como um instituto de pesquisas psíquicas, mas foi crescendo aos poucos. A história da Zelinda, é contada por ela no seu último livro, intitulado Grimório da Grande Gaya.

 

Jornal São Tomé Online – Quais atividades são desenvolvidas por eles, através do Instituto Imagick? O instituto é também uma escola de magia?

Ademir Pezeta - Eles trabalham a mente e acreditam que de acordo com sua vontade, você sabendo usar direito suas faculdades mentais, você pode fazer magia. Entendendo como magia, assim, a arte de você transformar a realidade que te envolve, com a sua vontade, uma vontade maior. Então, fundando o Instituto Imagick, estas práticas cresceram e foram dando certo. E eles fizeram algo muito novo: quando você ouve falar em escola esotérica, sempre tem uma linha, é uma linha dos Rosacruz, da Eubiose e etc... Então o que eles fizeram, como estudiosos disso tudo? Eles pegaram aquilo que eles achavam conveniente de todas as ordens esotéricas, de todas as religiões e trouxeram para dentro do Imagick. E desmistificando esta coisa de magia ser muito fechada. Então popularizaram este conhecimento e o trouxeram para o Instituto Imagick. Então quando você faz um curso no Instituto Imagick, você já sai praticando magia. É uma coisa na prática. Eu quero, eu vou conseguir, qual instrumento preciso usar pra isso? Este é o ritual que se faz para conseguir tal coisa... É uma coisa bem prática mesmo, tanto que o Instituto Imagick mudou a vida de muita gente, inclusive, a minha. Também é importante dizer que os cursos do Instituto Imagick agora são reconhecidos pelo MEC como cursos de pós-graduação em duas universidades no Brasil e uma no exterior.

 

Jornal São Tomé Online – Além da estrutura e das atividades já mencionadas, a Cidade das Estrelas também funciona como uma pousada normal para quem quiser apenas se hospedar?

Ademir Pezeta - Antigamente aqui não era uma pousada, aqui seria somente o Centro de Campo do Instituto Imagick. Então, as pessoas estudavam lá em São Paulo e vinham fazer as vivências de campo aqui. E resolvemos transformar isso aqui numa pousada, por dois motivos: primeiro para levar o nome do instituto para as pessoas da região e os turistas; e para gerar alguma renda, pois aqui é muito grande e há muita despesa. O Instituto Imagick não tem fins lucrativos. Mas se der lucro, a gente investe aqui mesmo, nos cursos. E o lema do Imagick é a propagação do amor, mas o amor consciente, o amor com razão.

 

Entrada para a Cidade das Estrelas.

 

Jornal São Tomé Online – Então, em qualquer tempo que o visitante chegar aqui, irá encontrar a pousada aberta e pronta para receber hospedagem?

Ademir Pezeta - A pousada está sempre aberta, nosso calendário de programação está no nosso site, não é todo fim de semana que tem. Mas quem quiser hospedar pode vir que vai receber toda nossa assessoria e poderá participar também dos eventos. Se a pessoa não conhece nada sobre Instituto Imagick, mas quer se hospedar, pode vir. Nós temos uma sala de cura aqui, o lugar mais enérgico da Cidade das Estrelas. O espaço pode ser usado pra meditação. Há um aplicativo de caminhos aqui, autoexplicativo, você ouve no celular e segue pelos caminhos daqui. Se não quiser isso, temos duas cachoeiras aqui, a pessoa pode vir e ficar. É uma pousada normal, mas tem este cunho eco místico.

 

Jornal São Tomé Online – Geralmente, quem são os frequentadores da Cidade das Estrelas?

Ademir Pezeta - Recebemos pessoas de todo o Brasil e de fora. Receberemos agora em fevereiro um grupo de Vedanta, que é uma linha da Ioga. Eles passam 15 dias aqui, mais de 100 pessoas. E fazem toda vivência aqui, é aula de manhã, práticas a tarde... Eles sobem aqui na montanha do Cruzeirinho, que é um dos pontos mais alto de São Tomé. Todos os rituais deles começam muito cedo e vai até a noite. São muitas atividades.

 

Jornal São Tomé Online – Como Arsênio e Zelinda, moradores de uma grande metrópole, vieram parar em São Tomé das Letras?

Patrícia Leite Pezeta - A Zelinda quando veio pra São Tomé, foi indicada por um paciente. Ele veio a falecer, mas ela acabou vindo com o marido e os filhos. Aqui ela procurou a Dona Anthea e quando elas se encontraram, perceberam que já se conheciam há muito tempo. E ela acabou se transformando na melhor amiga da Zelinda. Ela tem uma história fantástica aqui na cidade. Eu não cheguei a conhecê-la, só através do que a Zelinda relatou. Ela já estava de idade e a Zelinda resolveu homenageá-la colocando o seu nome na biblioteca, Anthea de Almeida Castro. Calculamos que temos 35 mil exemplares nessa biblioteca, fora os livros secretos da Zelinda que ela não guarda aqui, livros de magia, raros, e muita coisa que não pode ser publicada também.

  

A biblioteca da Cidade das Estrelas tomou emprestado o nome de uma grande apoiadora desse projeto na cidade, a letrense Dona Anthea.

 

Jornal São Tomé Online – Sabemos que o músico Raul Seixas e alguns amigos tinham um projeto de construir uma sociedade alternativa com o nome de Cidade das Estrelas. Qual a ligação desse espaço com a ideia do Raul?

Ademir Pezeta - Então, a ligação com o Raul... Todo mundo acha que aqui seria o lugar que o Raul iria montar o projeto da sociedade alternativa. Numa das entrevistas, ele falou que o terreno seria em Minas. Mas não era em Minas, era na divisa com o Rio, então ficava no Rio de Janeiro. Esse terreno quem arrumou foi o Marcelo Ramos Mota, um cara da OTO e com uma história muita estranha.  Ele sumiu de repente e ninguém sabe porquê... Ele também era um dos cabeças da sociedade alternava, além de Paulo Coelho e o Raul. Então este projeto nunca se concretizou, Raul nunca conseguiu montar a Cidade das Estrelas. Era uma ideia muito legal na época, já tinha terreno, tinha tudo, mas não foi realizado. Então, quando foi construída a Cidade das Estrelas a gente fez uma homenagem a uma coisa que parecesse muito com esta ideologia do Raul, então por isso vem o mesmo nome, Cidade das Estrelas. Mas pra decepção de muita gente Raul nunca esteve em São Tomé. Algumas pessoas têm até fotos com Raul em São Tomé, mas todas são com Photoshop (risos...).

 

Jornal São Tomé Online – E como se deu esta influência rauseixista sobre os fundadores da Cidade das Estrelas?

Ademir Pezeta - Raul Seixas tem muito ver com a história da Zelinda e com a minha história também. A Zelinda era uma pessoa que na época vivia um universo muito diferente, era cantora lírica. E esse universo de Raul Seixas ela nem imaginava que existisse. Ela ganhou uma fita de um paciente e quando viu as letras, adorou aquilo. Então quis saber tudo de Raul Seixas. Ela já escreveu um livro temático, Trem das Sete, sobre o Raul. E este universo raulseixista levou-a a entrar em contato com várias pessoas que conviveram com o Raul. Como o Sílvio Passos, foi uma pessoa que ela procurou. Eu conheci o Raul em 1985, sou muito amigo do Sílvio Passos, que é o presidente do fã clube do Raul. Inclusive, está saindo um novo filme do Raul, que está em pré-produção. Não é documentário, será uma obra de ficção. A cabeça desse projeto é a Kika, uma ex-mulher do Raul, juntamente com o Sílvio Passos e Toninho Buda, que é um esotérico de Minas Gerais, foi amigo de Raul e um cara muito ligado a este meio. Então, o universo de Raul aqui na Cidade das Estrelas está muito presente, não só pela música, mas por tudo aquilo o que ele questionou.

 

Jornal São Tomé Online – Quando foi inaugurada a Cidade das Estrelas?

Patrícia Leite Pezeta - A Cidade das Estrelas funciona desde 2003. O espaço foi sendo feito aos poucos, começou a ser construído no final da década de 90 e início de 2000. Mas os chalés prontos e a estrutura para receber as pessoas foi a partir de 2003, começando com com a sala de cura.

 

Jornal São Tomé Online – Arsênio e Zelinda ainda costumam vir aqui?

Patrícia Leite Pezeta - Sim, pelo menos uma vez por mês eles vêm aqui. Agora no ano novo, nós vamos ter umas vivências aqui, e eles vão estar presentes.

 

Zelinda e seu quarto e último livro publicado, Grimório da Grande Gaya.

 

Jornal São Tomé Online – Patrícia, você pode nos falar um pouco sobre as atividades e eventos e de maior destaque promovidos aqui?

Patrícia Leite Pezeta - O nosso maior evento é o Despertar da Bruxa. A Zelinda tem duas datas muito importantes na vida dela, que é 21 de maio e 12 de outubro. Então, todo ano nestas datas ela realiza os eventos que são o Despertar da Bruxa em outubro e o Ciclo das Bruxas Estelares em maio. São eventos voltados para o público feminino, então homem não entra, é só pra mulher mesmo. E nestes finais de semana ela reúne as bruxinhas para fazerem rituais, práticas, vivências e treinamentos coordenados por ela e a Beth. Desde 2003, ela realiza os eventos e este ano, ela promoveu o 16º despertar.

 

Jornal São Tomé Online – Nos fale um pouco, por favor, sobre o ritual da Roda de Gaya praticado aqui e no que este se difere dos demais praticados por tribos indígenas.

Patrícia Leite Pezeta - A Roda de Gaya é uma roda de cura xamânica, e antigamente existia milhares, principalmente na América do Norte. E o interessante é que, entre as diversas tribos distintas, todas usavam sempre o mesmo número de pedras na roda, que são 36. A Zelinda estudou estas rodas de cura, ficou encantada e por isso, resolveu fazer uma aqui. Só que ela deu uma inovada, porque a roda era muito objetiva e funcional para o povo indígena. E ela adaptou para os dias e as pessoas de hoje. A Roda de Gaya funciona de diversas formas, mas a gente costuma usar mais como oráculo, pra fazer perguntas. Mas dá pra fazer troca de energias, vários trabalhos. Inclusive, cada pedra trabalha uma parte importante da nossa psique, da nossa vida. Então, ela criou um tratamento trabalhando todas as pedras da roda.

 

Jornal São Tomé Online – Arsênio e Zelinda também foram amigos do conhecido médium mineiro Chico Xavier. Como surgiu esta amizade?

Patrícia Leite Pezeta – Arsênio e Zelinda se conheceram no centro espírita do Chico Xavier. Eles ficaram noivos na casa do Chico. E o Chico foi padrinho de casamento deles. Inclusive, o próprio Chico fez o pavê do noivado deles. Eles nunca foram espíritas, mas sempre espiritualistas. Os avós, tanto da parte da Zelinda quanto do Arsênio, já tinham centros espíritas, numa época que ninguém nunca tinha ouvido falar a respeito.

 

O casal Arsênio e Zelinda, fundadores da Cidade das Estrelas.

 

Jornal São Tomé Online – Ademir, como você vê o envolvimento do casal com estas distintas doutrinas, culminando em ações e atividades de cunho puramente místico?

Ademir Pezeta - O envolvimento de Arsênio e Zelinda com nessa parte esotérica, mística, e espiritualista pra mim, vem até de outras vidas. Mas é como o Chico dizia, ele falava que a gente não está nem no jardim de infância da espiritualidade. Ele foi um cara que questionou o próprio espiritismo de Kardec. Mas foi um visionário, antes de o homem ir à Lua, o Chico previu isso. Eu acho que o espiritismo foi a porta para abrir o leque para outras respostas e questionamentos. Eu acredito piamente que a gente não é um ser material vivendo uma experiência espiritual, mas o contrário. Se não existir outras vidas, não existir nada é um desperdício de espaço violento, como dizia Carl Sagan.

 

Jornal São Tomé Online – E qual foi a fórmula (se é que existe uma) encontrada por eles para melhor se trabalhar a espiritualidade individual?

Patrícia Leite Pezeta – Cada um tem seu caminho e há várias formas para trabalhar sua espiritualidade. Não existe um caminho só, a fonte é a mesma, mas os caminhos... A Zelinda diz que é como se fosse uma grande sala com várias portas e você escolhe em qual vai entrar.

 

Jornal São Tomé Online – Há um verdadeiro sincretismo religioso dentro da Cidade das Estrelas, mesclando doutrinas, ideologias e ideias. Por favor, nos fale um pouco sobre isso, Ademir?

Ademir Pezeta - Você vai na sala de cura e vai ver o mestre Jesus, um Santo da Igreja Católica, uma Santa cigana, você vai ver uma imagem do Candomblé... Ou seja, tudo ali tem muito conhecimento agregado. Porque não existe “o caminho é esse”; na verdade, o caminho é individual. Agora, existe uma lei maior, que é a lei do amor, que é o mais nobre dos sentimentos. Você não precisa ter conhecimento oculto nenhum, você não precisa saber sobre as coisas... Eu pego um exemplo do cara que vive aqui na roça capinando: ele tem uma pureza, uma bondade... E você tenta mensurar o quanto esta pessoa tem de amor enquanto aquele que estudou tanto, às vezes, nem demonstra isso... Quem tem mais amor pra dar? Então a mola propulsora é o amor. Eu costumo dizer que o conhecimento é um navio cheio de ouro no fundo oceano. Então de que ele vale? A pessoa que tem o conhecimento e pratica o amor, aí sim, se torna uma pessoa iluminada.

 

Jornal São Tomé Online – Por favor, nos fale sobre os eventos promovidos pelo Imagick.

Patrícia Leite Pezeta – A gente tem estes eventos do Imagick em datas específicas durante o ano, como agora no reveillon. Muitas pessoas sentem falta de ter isso sempre e não é possível montar grupos com muita frequência. Então, uma das coisas que o Arsênio fez pra suprir isso, são os caminhos que temos aqui dentro, usando áudios com meditação guiada por estes caminhos. Independente da data que a pessoa venha, ela terá a possibilidade de praticar as vivências e treinamentos do Imagick fora das datas específicas. Na verdade, o Imagick proporciona práticas. Estão disponíveis todos os cursos com vivência em áudio. Pela internet qualquer pessoa pode acessar todos. E aqui na Cidade das Estrelas tem esse diferencial de você estar num lugar propício para realizar estes treinamentos.

 

Jornal São Tomé Online – Agradecemos a ambos pela entrevista e pedimos para nos deixar suas considerações finais.

Ademir Pezeta – A Cidade das Estrelas é um local de preservação na natureza, um pedacinho do paraíso na terra, onde a tristeza não tem vez... Promovendo a qualidade de vida, o autoconhecimento, o despertar de uma nova consciência, onde o amor é a mola propulsora. Na sede de campo do Instituto Imagick, cada espaço e templo, foi trabalhado com muito cuidado e amor por nosso painho Arsênio e nossa mainha Zelinda. É um local propício para o desenvolvimento do ser humano. Através de treinamentos, os visitantes podem aprender de forma facilitadora a usar a mente a seu favor e consequentemente a favor da humanidade. "Amor é a lei, amor sob vontade". Viva a sociedade alternativa!

 

* Pepe Chaves é editor de Via Fanzine e da rede de portais ZINESFERA.

 

- Fotos: Arquivos Cidade das Estrelas/São Tomé das Letras-MG.

 

- Colaborou: Flavia Mari Klc.

 

- Extras:

   Site oficial da Cidade das Estrelas

   Cidade das Estrelas -  Globo Repórter (Rede Globo)

   Grimório da Grande Gaya - livro de Zelinda Orlandi Hypolito

   Outros destaques no Jornal São Tomé Online

 

- Produção: Pepe Chaves.

© Copyright 2018, Pepe Arte Viva Ltda.

 

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