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Hashtags contra Teixeira crescem no Twitter

Campanha contra Ricardo Teixeira é 'bloqueada' no Twitter, mas não perde força.*

 

Ricardo Teixeira, acusado de corrupção envolvendo a Copa de 2018,

e o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, nomeado por ele.

 

Desde a  polêmica entrevista para a revista Piauí, na última semana, Ricardo Teixeira, presidente da CBF, fez crescer sua rejeição com os adeptos do futebol. No Twitter, a campanha com a hashtag #foraricardoteixeira foi primeira colocada nos Trending Topics mundiais, ou seja, foi o assunto mais citado do mundo no site nesta manhã.

 

No entanto, o assunto foi removido dos trending topics pela ferramenta do Twitter após algumas horas por serem confundidas com spam, mensagens difundidas em massa geralmente pelo meio publicitário. Os internautas não perderam tempo e criaram outras hashtags, sendo que três estão neste momento como Trending Topics do Brasil: #caiforaricardoteixeira, #foraoficial e #adeusrt. Esta última aparece na lista mundial também.

 

Na entrevista para a revista Piauí, Ricardo Teixeira disse, entre outras coisas, que só se preocuparia com acusações de corrupção quando estas aparecessem no Jornal Nacional, da Rede Globo. Ele também afirmou estar 'cagando' para seus críticos, além de poder 'fazer maldades em 2014'.

 

* Informações do Yahoo! Brasil.

   27/07/2011

 

- Foto: CBF.

 

*  *  *

 

Polêmica aberta:

Capitão Torres reage às declarações Tostão

Declarações de Tostão à imprensa foram contestadas pelo ex-capitão da seleção,

Carlos Alberto Torres e Juca Kfouri apimentou com propriedade.

 

Por Pepe Chaves

Para Via Fanzine

BH-11/07/2011

 

Tostão, Kfouri e Torres: discutindo o destino de dinheiro público.

 

Declarações públicas do ex-jogador de futebol e cronista esportivo Tostão, irritou o seu ex-colega, Carlos Alberto Torres, capitão da seleção em que ambos se sagraram campeões do mundo em 1970, no México.

 

Nas declarações, Tostão critica a intenção do governo federal (inclusive, ainda na época de Lula como presidente) de conceder prêmios em dinheiro aos atletas que obtiveram grandes conquistas internacionais para o Brasil, especialmente, os que conquistaram o tricampeonato mundial de futebol.

 

Por sua vez, Carlos Alberto Torres atacou Tostão por suas declarações e o chamou de "demagogo". Torres praticamente reivindica o prêmio proposto pelo governo, afirmando que Tostão não o faz porque "quer aparecer" e também por ser médico (dando a entender, que não precisa de dinheiro), duvidando ainda que seja ele mesmo que escreva sua coluna para jornal.

 

Para ilustrar as últimas ocorrências acerca desse assunto, transcrevo a seguir, mensagem recebida do médico Marcos Lacel, natural de Itaúna-MG e residente em Goiânia-GO, reproduzida sob sua autorização, acrescentando uma nota do cronista esportivo Juca Kfouri, que comentou as desproporções da intercessão do ex-capitão canarinho às declarações do mais expressivo canhoto celeste.

 

"Hi Pepe.

 

Fico abismado com a grosseria e a verdadeira face do cidadão quando o dinheiro se torna escasso.

 

Conheci e foi meu professor o Dr. Wellerson, pai da Vânia, que foi esposa do jogador e depois médico e hoje cronista esportivo Tostão.

 

Não se tornou jogador de futebol por acaso. Não se formou em medicina por acaso. Não se tornou cronista esportivo por acaso.

 

O cidadão que o contesta [Carlos Alberto Torres] soube e desempenhou bem o papel de jogador de futebol. Muito bom lateral direito. Eu igualava-o ao Moacir de Santanense, que jogou no Esporte Clube Itaúna e que por uma fatalidade contundiu-se e não mais se recuperou.

 

Foi até campeão mundial em 1970. Aí acabou-se. Como só tinha neurônios nos pés, começa a fazer e dizer besteiras, provavelmente por estar de olho em $$, pois isso anda curto, principalmente nos incompetentes.

 

Bom, inegavelmente, o Carlos Alberto Torres possuía uma invejável população de neurônios nos pés e, a meu ver, só por lá.

 

O eterno capitão da Seleção Brasileira, Carlos Alberto, disse que Tostão está querendo aparecer. Fazer média com os torcedores.

 

Na realidade tudo isso passa pelas últimas entrevistas que Tostão concedeu aos principais jornais do Sul do país.

 

Tostão tem dito que não aceitará a aposentadoria que está sendo proposta pelo Estado para os campeões mundiais de futebol.

 

Como não poderia ser diferente, o jornalista Juca Kfouri comprou a briga e discordou por completo do eterno capitão da seleção".

 

A seguir, leia artigo completo, por Juca Kfouri*

 

“'É um demagogo, pode escrever aí. O Tostão não precisa ficar falando. Ele teve mais sorte do que os outros, é médico, não sei nem se é ele que escreve aquela coluna lá no jornal. Mas tem gente que não foi preparada. Esse filho da p… deveria falar algum tipo de verdade. Não gosto nem de falar'.

 

Parece mentira, mas foi o capitão da Copa de 70, Carlos Alberto Torres, quem disse tal barbaridade.

 

Disse-a ao repórter Bruno Freitas, do UOL Esporte, para criticar Tostão que é contrário ao pagamento, pelo Estado, de uma aposentadoria aos campeões mundiais de futebol e declarou que não aceitará recebê-la caso venha a ser confirmada, como propôs o ex-presidente Lula.

 

Pode-se concordar ou discordar da aposentadoria — este blog discorda -, mas jamais desqualificar os argumentos de Tostão.

 

Com o que quem se desqualifica é o Capita, não só por xingá-lo, um absurdo, mas pelas bobagens e incoerências ditas pelo mais elegante dos laterais-direitos da história do futebol, tremendamente deselegante na polêmica.

 

Tostão não virou médico por encanto e sim por esforço pessoal numa família de classe média.

 

E se afinal é mais preparado, porque não seria ele o autor de suas colunas? Fique tranquilo o Capita: centenas de jornalistas que já cobriram Copas do Mundo estão cansados de ver Tostão escrevendo seus magníficos textos, à mão, como convém a alguém que se distingue também por isso.

 

Carlos Alberto deveria ter lutado quando atleta para diminuir o período de contribuição para que jogadores de futebol, trabalhadores de carreira curta, se aposentassem.

 

Ou ter usado sua força e prestígio para fazer a CBF se mexer. E não pedir privilégios com o argumento de que os campeões de futebol deram alegrias ao povo.

 

Primeiramente porque ninguém perguntou ao povo se ele está disposto a pagar por tais indiscutíveis alegrias e segundamente porque outros campeões, de outras modalidades, também as deram, além de artistas etc, como o próprio Tostão lembrou”.

 

* Fonte: Blog do Juca Kfouri (SP).

 

- Fotos: divulgação.

 

 

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