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 Copa do Brasil 2011

 

 

Curitiba:

Coxa vence, mas Vasco é campeão

Vasco completa ressurreição encerrando jejum com troféu inédito.*

 

Alegria geral: Éder Luiz foi autor de 'gol do título' numa doce derrota fora de casa.

 

A dispensável alcunha de ser o clube grande brasileiro há mais tempo sem vencer um título de elite já não é mais do Vasco. O torcedor cruz-maltino, finalmente, pode vestir nesta quarta-feira uma faixa de campeão em cima da listra transversal da camisa do time após oito anos. Com uma festa que mistura alívio e sensação de grandeza de volta, a equipe celebra a conquista da Copa do Brasil de 2011.

 

Pela primeira vez em sua história de 112 anos, o Vasco ganhou uma Copa do Brasil. O ineditismo da vitória, porém, é apenas uma parte do triunfo. Com exceção da conquista da Série B do Brasileiro de 2009, troféu que muitos vascaínos optam por esquecer, o time não era campeão desde o Campeonato Carioca de 2003.

 

Desde o título estadual celebrado há oito anos, a equipe da Colina foi se desmanchando. Venceu a Taça Rio em 2004, mas o sonho do bicampeonato carioca acabou com derrota na final contra o arquirrival Flamengo e, desde então, o clube sofreu drástica mudança política com a troca do presidente Eurico Miranda por Roberto Dinamite. A reestruturação terminou com a queda para a segunda divisão nacional em 2009.

 

Nestas tristes oito temporadas que teve o rebaixamento como fundo do poço, a única comemoração foi a chegada de Romário ao milésimo gol de sua carreira, que lhe rendeu uma estátua em São Januário. Hoje, dificilmente alguém ganhará esta honraria, mas a festa do clube em si, não de um personagem específico, coloca todos os participantes deste elenco na história.

 

O ano de 2011 acabou simbolizando a ressurreição que o Vasco ratifica. O clube teve o pior início de temporada de sua história ao perder seus quatro primeiros jogos, somando seu primeiro ponto ao empatar na quinta partida. A crise parecia quase sem solução. O meia Carlos Alberto, ídolo no acesso da Série B, saiu, o também idolatrado Felipe foi afastado, o técnico Paulo César Gusmão foi demitido.

 

Mesmo Ricardo Gomes, contratado em seu lugar, teve seu início com goleadas sobre América-RJ e Comercial-MS contestado ao ser derrotado pelo Macaé logo na primeira rodada da Taça Rio, segundo turno do Estadual. Mas as mudanças no elenco começaram a surtir efeito. Os recém-contratados Alecsandro e Diego Souza deram resultado ao lado do perdoado Felipe e o renascido Éder Luís.

 

Nem a derrota nos pênaltis na decisão da Taça Rio para o arquirrival Flamengo mudou a maré da barca cruz-maltina. Na paciência típica de seu treinador, os antes desconhecidos e criticados jogadores souberam se espelhar no zagueiro Dedé para marcar em busca da bola para entregá-la ao quarteto da frente para definir. O time humilhado acabou campeão da Copa do Brasil.

 

O feito que tirou o grito de campeão há muito tempo entalado na garganta dos vascaínos foi conquistado há distância. Não só a festa foi no Paraná. Desde a eliminação do Comercial-MS na primeira fase, a equipe só precisou fazer o resultado em casa para passar pelo ABC-RN na segunda fase e na decisão contra o Coritiba.

 

É o primeiro título de elite de Roberto Dinamite, tido como maior ídolo da histórica vascaína, fora dos campos. Após tantas tentativas erradas, os responsáveis por reerguer o Vasco no gramado vieram de longe para recolocar a grandeza em São Januário.

 

* Informações e imagem de Gazeta Press.

 

 

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