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Fala, que eu não te escuto: Jornal é acusado de omitir 'direito à resposta' Capanema envia para a imprensa o texto cuja publicação foi negada por um jornal da cidade. O texto é uma resposta às referências feitas pelo mesmo veículo de imprensa à sua militância.
Por Pepe Chaves Editor Via Fanzine BH-04/08/2011
Recebemos o texto abaixo, com pedido de publicação do senhor José Alves Capanema Júnior. Ele alega que enviou ao referido jornal o “direito à resposta” abaixo e que foi ignorado pela direção do veículo.
Capanema informou que, após a negativa de emitir sua resposta à citação explicita recebida no veículo de comunicação, além de, segundo ele, “pejorativa”, decidiu enviar o seu texto (abaixo) a outros veículos da imprensa de Itaúna, pedindo a eles que também o publiquem e mostrem a situação que se fez.
Sendo Via Fanzine um veículo totalmente transparente, que sempre abriu espaço à expressão de quem é citado em nosso trabalho (seja pessoa pública ou não), totalmente contrário a qualquer tipo de imposição ou manipulação de informações e que não deve favores a deputado, a prefeito, à presidente da República ou a qualquer mandatário político, optamos por reproduzir na íntegra, a seguir, a expressão de Capanema, banida pelo veículo que proporcionou sua gênese.
Ao Jornal Folha do Povo
Ilustre Senhor Renilton Gonçalves Pacheco, eu prometi a mim mesmo, que não rebateria as colocações do senhor, sobre minha militância, mesmo porque este jornal tem o direito de discordar das minhas opiniões, mas como já fora publicado criticas, por duas vezes, eu me vi no dever de respeitosamente rebater e solicitar direito de resposta. Desta forma, segue abaixo, uma humilde nota, sobre os temas abordados, nas edições do Folha de: 21 e 28 de Julho de 2011, a qual solicito que seja publicada na integra.
Quero registrar aqui ainda, que eu adorei a minha caricatura, pois eu a achei super bem feita.
Cordialmente,
CAPANEMA ______________________________
À respeito da opinião jornalística, publicada neste importante jornal, sobre minha militância cultural, deixo aqui claro que desconheço qualquer lei que determine que um cidadão deva ter formação acadêmica ou ter registro profissional, para agir em defesa do bom gasto dos bens públicos. Sinceramente, eu creio que eu já faço até demais. É uma lastima, que eu, um simples ator amador, que atuou pouquíssimas vezes nos palcos da cidade, junto a outros artistas amadores, tivemos que liderar uma luta em prol da cultura, que deveria ser bandeira de todos os cidadãos itaunenses, independente da formação acadêmica. Se cultura não é somente brigar por uma legislação específica, onde estão aqueles, com formação acadêmica em artes cênicas, em dança, com títulos nacionais e internacionais, etc., com mais conhecimento e vivencia do que eu, que residem nesta terra, para proporem algo melhor do que eu venho propondo? Se eu cobro tanto, é porque os gabaritados artistas profissionais, em sua maioria, não manifestam pacificamente, contra o desleixo de nossa Câmara Legislativa e do desgoverno municipal.
Sobre a nota referente à manifestação pacífica em “comemoração” ao um ano de reforma da praça, não sou eu quem tenta fundir o nome do vereador Edinho de Santanense ao do Prefeito, uma vez que as ações públicas do vereador Edinho falam por si sós. Eu apenas escrevi em panfletos e em um dos cartazes da manifestação, aquilo que eu acredito ser a verdade, que Edinho e Eugênio são aliados.
Cá pra nós, cadê os processos investigatórios contra o aumento abusivo do transporte coletivo que solicitamos ao Edinho? Por qual motivo Edinho não convidou o Prefeito para responder perguntas diretas da população, em audiência pública na Câmara? Antes de ser presidente da câmara, Edinho metia a ripa nas cobranças de taxa de esgoto do Projeto Somma. Porém, de uns tempos pra cá, ficou caladinho e não toca mais no assunto. Por qual motivo o Vereador Edinho, mesmo sabendo do desgoverno que Eugênio Pinto se propõe a fazer, votou a favor de maior taxa de remanejamento? Ah, me lembrei aqui, quando o Diretor deste egrégio Jornal, após tal votação, adentrou o plenário e manifestou sua indignação contra o voto de Edinho. Alguns criticaram tal postura, eu achei correta, pois quem paga o gordo salário de Edinho, de Eugênio e dos demais, somos nós, o povo de Itaúna. Agora é assim, se qualquer pessoa falar mais alto ou der risada de algum ato que evidencia o despreparo dos vereadores, das galerias da Câmara, Edinho, do alto de seu trono, começa a chamar somente a minha atenção. Uma vez chegou a até dizer que eu, como estudante de Direito, “sabia” que eu não podia me manifestar, durante a reunião plenária. Está pra nascer o homem quem vai me impedir de manifestar pacificamente, a minha opinião.
Sobre as cópias das atas das reuniões da Câmara, as quais eram públicas, na época do ex-presidente Antônio de Miranda, em primeiro lugar, quem as solicitou foram os militantes do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o qual até então é o único grupo a se levantar contra o desgoverno do Prefeito. Relembrando ao leitor, que foi graças ao acesso que eu tinha aos documentos da Câmara, antes de Edinho ser presidente, que eu pude pesquisar, colher dados e pedir por escrito aos vereadores: a CPI da PRESCON, o pedido de cassação do Prefeito, dentre outras tantas providencias. Agora cá pra nós, nem sequer, o vereador Edinho, nos pediu pra comprarmos as folhas, já que se gastaria tantos “milhões” de reais, com tais cópias. Quer economizar com algumas folhas, mas eu não vi uma única atitude concreta, objetiva e direta, da parte do atual presidente da Câmara, o vereador Edinho de Santanense, para instaurar comissões parlamentares de inquérito contra o desgoverno, visando assim, economizar o dinheiro do povo.
Esta semana, eu tomei ciência da denuncia do ilustre e combatente cidadão Odair Assis, sobre o suposto crime de improbidade administrativa e ambiental, vez que caríssimos paralelepípedos da extinta praça da matriz foram jogados em área de preservação ambiental. Algumas pessoas me ligaram e me sugeriram usar a Tribuna da Câmara e denunciar isso. Sabe o que eu respondi? “Bobagem, pois possivelmente o vereador Edinho de Santanense vai achar que este pedido deve beirar capricho pessoal”. Tomara eu esteja enganado, mas é isso que eu penso.
E o Prefeito Eugênio Pinto, que chegou a elogiar, na TV Cidade, a forma como Edinho “preside” a Câmara. Quanta “frescura” de minha parte, ao exigir de nossas autoridades, punições mais severas contra o desgoverno. “Errado” sou eu! “Certo” está o vereador Edinho, em não fiscalizar o Prefeito, em não propor a instalação de comissões de investigação e punir assim os supostos responsáveis por tanto desgoverno.
Diante do exposto, eu pergunto ao caro leitor, se Edinho de Santanense é ou não é aliado do Prefeito? Quem tiver esta dúvida, que tente emplacar na Câmara, qualquer processo investigatório contra o desgoverno.
Júnior Capanema Militante Cultural 04/08/2011 |
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