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 Pesquisa

 

São Paulo:

Cientistas da USP participam de descoberta

de sistema raro de estrelas*

Especialistas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG)

assinam estudo internacional publicado nesta quinta-feira (21).

 

Concepção artística mostra fusão de estrelas, achado raro que teve

contribuição de cientistas da Universidade de São Paulo.

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Grupo de cientistas que inclui brasileiros do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo, acaba de descobrir um sistema considerado “super raro” que é composto de duas estrelas ligadas pela força gravitacional, com massas bem superiores à do nosso Sol.

 

O sistema denominado VFTS 352 foi localizado a aproximadamente 160 mil anos luz – cerca de 10 bilhões de vezes a distância entre a Terra e o Sol, numa galáxia vizinha à nossa Via Láctea conhecida como a Grande Nuvem de Magalhães. O artigo acaba de ser publicado no The Astrophysical Journal (Volume 812 issue 2 article 102).

 

Em entrevista ao portal da USP, o astrônomo Leonardo Almeida, atualmente pós doutorando do IAG, disse que o achado se trata um sistema binário em overcontato e de alta massa. “Cada estrela tem cerca de 29 vezes a massa do Sol”, estima o cientista, explicando que “o termo overcontato indica que as estrelas já estão uma dentro da outra”. Devido a isso, os pesquisadores acreditam que elas irão se fundir formando um único corpo celeste com a massa combinada de 58 massas do Sol.

 

Os resultados são baseados em dados do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul, o ESO, e foram frutos do estágio de Almeida no Space Telescope Science Institute e na Johns Hopkins University nos Estados Unidos.

 

“Nós temos um projeto aprovado para observar esse objeto com o Telescópio Espacial Hubble. Acreditamos que esses resultados serão extremamente interessantes para o público em geral”, acredita o astrônomo, que é supervisionado em seu pós-doc pelo professor Augusto Damineli, do IAG. Também participaram da descoberta astrônomos dos EUA, Europa e Chile.

 

Apenas três descobertas similares

 

Almeida descreve que os cientistas consideram o sistema como “super raro” porque, na literatura, existem apenas outros três descobertos. “É muito pouco, se considerarmos o número de estrelas conhecidas hoje em dia. VFTS 352 é o mais massivo e o mais quente encontrado até agora, por isso ele é o mais interessante e importante desta classe”, avalia.

 

A observação representa um grande feito para a Astrofísica Estelar. O motivo é que a combinação de medidas feitas para as massas e temperaturas das componentes viola a Teoria Clássica da Evolução Estelar. Isso pode indicar um novo caminho evolutivo para as componentes do sistema, que poderá até evitar a fusão na sua fase inicial.

 

Assim, esse objeto constitui a evidencia mais concreta de uma nova teoria para a evolução das estrelas de alta massa. Nesse cenário, VFTS352 terminaria sua vida como um sistema duplo de buracos negros de curto período que é uma fonte intensa de ondas gravitacionais.

 

Além da publicação no “The Astrophysical Journal”, o descobrimento do sistema também foi veiculado no site do do ESO e na “Revista Fapesp”.

 

* Informações do Portal do Governo do Estado SP.

   21/10/2015

 

- Foto: Divulgação/ESO.

 

*  *  *

 

Tollestrup Award em 2014:

Estudante brasileira é premiada nos EUA

A Associação de Pesquisas Universitárias dedica o prêmio anualmente a um trabalho excepcional realizado

por um pesquisador de pós-doutorado no Fermilab ou em colaboração com cientistas da entidade.

Da Redação*

  Via Fanzine

BH-12/04/2013

 

A estudante Marcelle Soares Santos, formada pela USP é o destaque do Tollestrup Award em 2014.   

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A Associação de Pesquisas Universitárias dedica o prêmio anualmente a um trabalho excepcional realizado por um pesquisador de pós-doutorado no Fermilab ou em colaboração com cientistas da entidade.

 

O Alvin Tollestrup Award, comitê de pesquisa para o pós-doutorado selecionou Marcelle Soares Santos como destaque de 2014. Ela recebeu o reconhecimento durante o Encontro de Usuários no Fermilab, no dia 11/06.

 

Em comunicado, o Comitê do Prêmio, presidido por Daniel Whiteson, da Universidade da Califórnia, em Irvine, informou que reconheceu Soares Santos "por suas contribuições para a Pesquisa de Energia Escura, que vão desde a construção de instrumentos até seleção para análise física de alto nível", declarou Whiteson.

 

A Associação de Pesquisas Universitárias dedica o prêmio anualmente a um trabalho excepcional realizado por um pesquisador de pós-doutorado no Fermilab ou em colaboração com cientistas do Fermilab.

 

Marcelle Soares Santos frequentou o Fermilab como estudante de doutorado pela Universidade de São Paulo, no Brasil, quando começou a trabalhar em 2010. Durante a construção da Câmera de Energia Escura no Fermilab e sua instalação no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile, o seu papel era o de testar instrumentos utilizados na pesquisa através de simulações.

 

"Eu acho que é gratificante construir coisas e eu pretendo fazer isso novamente", disse Marcelle Soares Santos. "É algo realmente fascinante saber que há um pedaço de equipamentos lá fora, que está entregando a ciência surpreendente, não só para mim, mas para toda a colaboração e da comunidade astrofísica de partículas", afirmou ela.

 

A câmera está agora instalada e funcionando e Marcelle Soares Santos usa o equipamento para procurar novos aglomerados de galáxias nas imagens.

 

"Agora eu estou produzindo um catálogo para os mais altos redshifts de sempre", afirmou. "Ele também será um dos maiores catálogos de aglomerados de galáxias já publicados."

 

Seu trabalho também se estende para além do design original do levantamento e atinge novos reinos da cosmologia. Ela observa a luz associada a eventos de ondas gravitacionais. Até o momento, ninguém jamais havia observado esses eventos, que são produzidos a partir de colisões de estrelas de nêutrons ou colisões entre uma estrela de nêutrons e um buraco negro.

 

Brenna Flaugher, chefe do Departamento de Astrofísica do Fermilab na Divisão de Física de Partículas, recomendou Marcelle Soares Santos para o prêmio por causa de suas diversas contribuições ao DES.

 

"Marcelle é uma pós-doutorado já em circulação. Ela estava nos controles das primeiras observações do céu do DECAM", disse Flaugher. "Desde então, ela vem trabalhando com os dados DES para gerar resultados científicos e desenvolver novas maneiras de entender a formação do nosso universo."

 

Além do reconhecimento, Marcelle Soares Santos disse que o prêmio tem um significado especial para ela, por causa de seu homônimo.

 

"Este prêmio eu dedico em homenagem a alguém que também tem muita experiência em instrumentação. Dedico ao Alvin com seus 90 anos de idade. No ano passado dei uma palestra, e ele estava sentado na primeira fila, fazendo perguntas e me testando. Eu quero continuar sendo assim."

 

* Com informações de Amanda Solliday/Fermilab.

 

- Imagem: Divulgação.

 

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