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 Observatórios

 

Star Axis:

Monumental instrumento de percepção

no deserto do Novo México*

O trabalho do escultor Charles Ross, que começou a ser construído faz 40 anos, propõe uma

meditação sobre a nossa relação com o espaço celestial, segundo a tradição das antigas pirâmides.

 

Detalhe da construção Star Axis, que propõe um novo olhar entre a Terra e as estrelas.

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Com base na tradição das culturas antigas que detinham uma relação mais íntima com o movimento aparente das estrelas, o escultor Charles Ross constrói há 40 anos a Star Axis (Eixo Estelar), uma escultura no deserto do Novo México, nos EUA, utilizada como observatório astronômico.

 

A obra inacabada propõe uma profunda meditação sobre a nossa relação com o céu, inspirado em uma série de visões, que procura "trazer a geometria das estrelas para a forma física". A Star Axis é essencialmente composta pela Pirâmide do Sol (alinhada ao movimento solar para criar um campo de sombras); o Tunnel Star (que permite observar a órbita circumpolar de Polaris); a Câmara Horária (onde se pode observar cuidadosamente o momento de rotação da Terra); e a Câmara Equatorial (uma espécie de pátio para experimentar a intersecção do eixo equatorial e o eixo celestial e observar as estrelas que passam através deste eixo).

 

Essa Câmara Equatorial baseia-se nas mesmas descrições que Ross faz do seu trabalho e, em alguns comentários que têm feito a poucas pessoas que visitaram esta obra em andamento, que permanece em relativo sigilo. Uma obra similar, embora em menor escala foi feita por James Turrell, sob encomenda de Robero Hernández para a sua casa em Yucatan.

 

Escadarias para observação do céu na Star Axis.

 

O melhor relato da experiência de viver a Star Axis, é do jornalista Ross Andersen, um dos editores da excelente publicação “Aeon Magazine”. Andersen passou vários dias longe das luzes da cidade para permanecer com Charles Ross na Star Axis. Quando Ross iniciou este projeto, James Turrell ainda não tinha iniciado a construção de seu observatório em Roden Crater, no Arizona.

 

O trabalho de Ross funciona assim como o de Turrell, pois ambos são instrumentos de percepção em seu sentido mais amplo, incluindo a tradição dos antigos egípcios e maias, que construíram templos monumentais e observatórios envolvidos por uma aura misteriosa. Talvez, o trabalho destes artistas jogue uma luz sobre o real papel das pirâmides antigas, que parecem ter servido como um elo de interligação entre a Terra e as estrelas.

 

De acordo com Ross, a Star Axis oferece uma experiência íntima de como "a atmosfera se estende da Terra para o espaço e as estrelas". A grande pirâmide, o túmulo do rei Tutancâmon, mais do que lugares para descanso, parece ser "um trampolim para a eternidade", diz Andersen, depois de viver a experiência na Star Axis.

 

Janelas para observação do céu na Star Axis.

 

A meditação celeste de Ross, através da Star Axis, concentra-se em Polaris, a Estrela do Norte, e tem inspiração nas pirâmides egípcias. Dizia-se que, quando o faraó morria, seu corpo de luz subia ao céu em órbita eterna: passando por Polaris que se tornou a estrela referencial no eixo norte. Na verdade, Polaris não permanece imóvel no céu, mas realmente está alinhada com o pólo celeste. Porém, a olho nu, o seu trânsito dura por séculos, o que a torna aparentemente estática, servindo então como uma bússola para a navegação noturna.

 

Embora tenha sido usada para simbolizar a eternidade, Polaris não permanecerá para sempre como a Estrela do Norte, isso, devido ao movimento do eixo da Terra conhecido como precessão - cujo ciclo dura 26 mil anos. Na verdade, quando a Grande Pirâmide foi construída, a Estrela do Norte era Thuban, situada na constelação de Draco. Por sua vez, dentro de mil anos, a estrela dupla Gamma Cephei substituirá Polaris no topo do céu.

 

 

Caminhos de luz formado pelo brilho das estrelas avistadas através da Star Axis.

 

A ideia de Ross é reviver a história das estrelas, neste "grande ano" de 26 mil anos, quando a Terra completa sua precessão e retorna para a mesma posição inicial. As escadarias da Star Axis "podem levá-lo a uma viagem perceptual através do céu desse grande ano. Cada um dos 163 degraus fornece uma visão de Polaris que corresponde a um ponto específico dentro do ciclo de precessão. Ao ascender, observa-se a estrela emoldurada por um círculo cada vez maior". Depois se observa Polaris "brilhando no fim do túnel como um solitário de diamante no vácuo", uma visão que evoca Bardo Thodol, no “Livro Tibetano da Morte” e a visão de uma luz clara que libera os ciclos da vida e da morte.

 

A inspiração de Ross para construir o seu projeto de vida tem ecos metafísicos. Star Axis é um "lugar para recordar" o nosso "sentido de ter estado nas Estrelas"; é um espaço gnóstico. Ross decidiu embarcar neste projeto depois de ver alguns diagramas de alinhamentos celestes da Grande Pirâmide. Enquanto desenhava percebeu que poderia experimentar o ciclo de precessão, mas teria que construir estas condições.

 

Durante o processo, ele teve sonhos recorrentes e havia uma voz dizendo: "deve entrar na terra para alcançar as estrelas". Segundo acredita o arquiteto Andersen, a Star Axis já existe em outra dimensão, o seu trabalho agora é apenas encontrá-la e preencher os seus detalhes.

 

* Informações de Alejandro de Pourtales/Pijamasurf.com.

   - Com tradução de Pepe Chaves, para Via Fanzine e colaboração de Virgínia Villalon.

 

- Fotos: Aeon Magazine.

 

- Extra: Saiba mais sobre o projeto da Star Axis

 

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