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 Viagem Interestelar

 

 

Tecnologia incrível:

Como tornar o voo interestelar uma realidade

A longa marcha da humanidade para alcançar outros sistemas estelares

começa com pequenos passos, nos dias de hoje, dizem os especialistas.

 

Por Mike Wall*

Para SPACE.com

Tradução: Pepe Chaves

02/07/2013

 

Para realizar viagens espaciais interestelares, pesquisadores já estão

investigando uma série de novas e avançadas tecnologias de propulsão.

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Os próximos 50 anos de voo espacial vão levar os exploradores a muitos desafios e surpresas que podem ampliar o seu alcance do cosmos. Mas, provavelmente, irão manter riquezas inexploradas para a ciência e tecnologia espaciais que poderão, um dia, catapultar a espécie humana e sua robótica a explorar além do nosso próprio sistema solar, rumo a outras estrelas.

 

A longa marcha da humanidade para alcançar outros sistemas estelares começa com pequenos passos, nos dias de hoje, dizem os especialistas.

 

“Realizar viagens interestelares deverá ser uma realidade nos próximos séculos, devendo exigir o desenvolvimento contínuo e metódico de uma gama de avançadas tecnologias de propulsão, mas ainda não está claro, nesta fase, deerão alavancar” afirmou Marc Millis, ex-chefe da NASA propulsão Breakthrough Physics Project.

 

Dependendo de determinada tecnologia por enquanto é “como tentar prever quem vai vencer a Indy 500, quando você nem sequer construiu um carro ainda”, disse Millis, que prosseguiu suas atividades de pesquisa interestelares na Fundação Tau Zero, que ele estabelecida.

 

Será que você se inscrever para uma missão espacial com vários anos de duração? Sim! Quando podemos decolar? Talvez, minha saúde após o retorno teria de ser assegurada. Não. Voar no espaço é para os corajosos e os audazes. Não para mim.

 

O voo espacial interestelar não é viável para foguetes a combustões químicas comuns, pois as distâncias são muito grandes. O sistema extrasolar mais próximo de nós, por exemplo, é Alpha Centauro, que fica a aproximadamente 4,3 anos-luz de distância, ou mais de 40 trilhões de quilômetros. O tempo dessa viagem é estimado para uma nave espacial tradicionalmente alimentada, que gastaria cerca de 40 mil anos para cobrir essa distância, se fosse lançada atualmente, dizem cientistas.

 

Assim, os pesquisadores estão investigando uma série de novas e avançadas tecnologias de propulsão, incluindo foguetes de fusão nuclear, motores de matéria-antimatéria, captura de luz por velas solares e do espaço-tempo, cujas teóricas “unidades de dobra”, permitem viajar mais rápido que a luz.

 

“Porém, nenhuma dessas alternativas está pronta para voo, e ainda é muito cedo para dizer quais são as mais promissoras”, declarou Millis.

 

Várias e pequenas velas solares já voaram no espaço, mas para uma versão interestelar estas velas teriam de ser do tamanho do Estado do Texas.

 

Millis defende, portanto, “uma pesquisa razoável, com pequenas quantidades de tudo espalhadas, desde as velas solares aparentemente simples até o aparentemente impossível mais rápido que a luz [motores] e entre outras coisas", disse o cientista a SPACE.com.

 

“A investigação nestas área deve proceder dentro de um passo-a-passo, com o objetivo de derrubar uma série de metas alcançáveis ​​para construir impulso e, com sorte, atrair mais fundos, que são decididamente escassos no momento”, alertou Millis.

 

Para ele, “Ao provar que você pode realmente fazer progressos agora - e demonstrar o quanto progresso você pode fazer com o pouco dinheiro que tem - você pode ser capaz de interessar a algumas pessoas que possam apostar”.

 

Millis prefere este curso de ação a sonhar com grandes e ambiciosos planos, na esperança de que surjam grandes quantidades de financiamento a se materializar de alguma forma.

 

“Tudo isso [recursos atuais] foi um trabalho de pelo menos um meio século”, disse Millis.

 

Muitos desafios

 

Millis não é o único pesquisador tentando fazer a bola rolar para voo interestelar na atualidade.

 

“Uma missão interestelar será uma iniciativa pan-geracional que exige um imenso investimento de capital intelectual e financeiro, e por isso, os programas necessários precisam começar hoje”, declarou recentemente Richard Obousy, presidente e co-fundador da organização sem fins lucrativos Icarus Interstellar.

 

A organização Icarus Interstellar está hospedando um evento chamado “Conferência Starship”, marcado para acontecer em Dallas, em agosto deste ano, para discutir as possibilidades e implicações do voo interestelar. Segundo os organizadores, a reunião terá uma inclinação prática, examinando o que pode ser feito a curto e longo prazo prazos para executar uma missão interestelar.

 

Nem todo o trabalho que precisa ser feito é tecnológico. Por exemplo, existem questões éticas a serem consideradas ao ponderar sobre viagens de humanos até outros sistemas estelares, que também podem hospedar suas próprias formas nativas de vida.

 

Política e sociologia entram nesse jogo e, como lembrou Millis, qualquer viagem interestelar razoavelmente rápida exigiria quantidades alucinantes de energia.

 

“E estamos falando sobre tipos e níveis de energia que poderiam - se usados de maneira errada - destruir a superfície da Terra”, disse Millis. “Então, este é o ponto: devemos ter uma sociedade madura o suficiente para usar seu talento com sabedoria e manusear a energia para o bem comum, ao invés de lançar um soco impulsivo e, acidentalmente, fazer com que coisas ruins aconteçam”, afirmou o cientista a SPACE.com.

 

Motivos para otimismo

 

Apesar de todos os desafios colocados ao voo interestelar, tanto Obousy quanto Millis tem razões para manter o otimismo.

 

Por exemplo, o revolucionário curso sobre exoplanetas deverá ajudar a construir o apoio para a causa, mostrando que a galáxia está cheia de todos os tipos de mundos alienígenas interessantes. A confirmação da primeira verdadeira “Terra alienígena” pode ser um divisor de águas nesse sentido, como acreditam Obousy e Millis.

 

“Nós ainda não descobriram um planeta parecido com a Terra, mas, meu Deus, quando o fizermos, provavelmente será uma motivação empreendedora”, disse Millis.

 

O avanço contínuo da tecnologia dos computadores também deve ajudar, Millis, citando a "singularidade" - quando o poder de processamento das máquinas excederá em muito a inteligência combinada de toda a humanidade, prevista pelo famoso futurista Ray Kurzweil para ocorrer em 2045 - como um marco potencial.

 

O aumento dos voos espaciais comerciais e da nascente indústria de mineração em asteróides deve também desempenhar papéis fundamentais, ajudando a humanidade expandir sua presença no espaço para explorar os vastos recursos do sistema solar.

 

“A economia de todo o sistema solar necessitará da pesquisa e do desenvolvimento de novas tecnologias que permitam desenvolver voos interestelares", disse Obousy a SPACE.com no início deste ano.

 

A combinação de todos esses fatores pode tornar possível a humanidade lançar a sua primeira missão interestelar até o final do século, segundo ele.

 

“Eu acho que muitas pessoas tendem a superestimar o que podemos realizar em curto prazo, nos próximos cinco a 10 anos. Mas eles também subestimam o que podemos alcançar, a longo prazo, dentro de décadas ou de um século, a partir de agora”, afirmou Obousy.

 

* Mike Wall é escritor Sênior para SPACE.com (EUA).

 

- Imagem: NASA/JPL.

 

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