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 Galáxias

 

Fusão:

‘Monstro’ intergaláctico é observado pela NASA

As descobertas estão ajudando os pesquisadores a entender como a fusão

de galáxias pode desencadear buracos negros a iniciar sua alimentação,

o que é um passo importante na evolução das galáxias.

 

Da Redação*

Via Fanzine

BH-17/01/2015

 

Imagem do telescópio de espectroscopia nuclear matriz da NASA (NuStar) mostra uma colisão

de galáxias em Arp 299. Na imagem central, os raios-X de alta energia aparecem em várias cores

sobrepostas e ao lado, uma imagem da luz visível feita pelo Telescópio Espacial Hubble (NASA).

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Telescópio NuStar

 

A imagem de raios-X de alta energia obtida pelo Telescópio de Espectroscópica Nuclear Matriz da NASA (NuStar), identificou um verdadeiro monstro intergaláctico. A imagem mostra duas galáxias em colisão, chamadas de Arp 299 e localizadas a 134 milhões de anos-luz da Terra. Cada uma das galáxias tem um buraco negro supermassivo como o seu coração.

 

O telescópio espacial NuStar revelou que o buraco negro localizado no lado direito faz uma excessiva ingestão de gás, enquanto o seu parceiro se mantém dormente ou escondido sob o gás e a poeira. Estas descobertas estão ajudando os pesquisadores a entender como a fusão de galáxias pode desencadear buracos negros a iniciar sua alimentação, o que é uma ocorrência importante na evolução das galáxias.

 

"Quando as galáxias colidem, o gás é socado e conduzido em seus respectivos núcleos, alimentando o crescimento de buracos negros e a formação de estrelas. Queremos entender os mecanismos que desencadeiam os buracos negros que os ligam e os fazem consumir o gás", disse Andrew Ptak, do Goddard Space Flight Center, da NASA, em Greenbelt, Maryland, EUA. Ele é o principal autor de um novo estudo aceito para publicação no Astrophysical Journal a respeito desse tema.

 

O NuStar é o primeiro telescópio capaz de localizar onde os raios-X de alta energia estão localizados nas galáxias emaranhadas de Arp 299. Observações anteriores de outros telescópios, incluindo do Observatório de raios-X Chandra da Nasa e o XMM-Newton da Agência Espacial Europeia (ESA), que detectam raios-X de baixa energia, indicaram a presença de buracos negros supermassivos e ativos em Arp 299. No entanto, não ficou claro a partir desses dados, se um ou ambos os buracos negros estavam se alimentando, num processo em que um buraco negro, através de sua gravidade arrasta o gás para o seu interior.

 

Imagem ilustrativa do telescópio espacial NuStar, da NASA.

   

Dados em raios-X

 

Os novos dados em raios-X do NuStar – em sobreposição a uma imagem de luz visível do telescópio espacial Hubble da NASA - mostram que o buraco negro da direita está, de fato, faminto. Como se alimenta de gás, processos energéticos ocorrem perto do buraco, onde elétrons e prótons são elevados a temperaturas com centenas de milhões de graus. Isso cria um plasma superquente, ou uma corona, que impulsiona a luz visível até os raios-X de alta energia. Enquanto isso, o buraco negro da esquerda quer é "cochilar", uma vez que se encontra em estado de repouso, ou dormente, ou se ainda, pode se encontrar enterrado por muito gás e poeira, de onde os raios-X de alta energia não podem escapar.

 

O NuStar é um equipamento ideal para estudar buracos negros fortemente obscurecidos, como é o caso desses de Arp 299.  Os raios-X de alta energia podem penetrar o gás de alta espessura, enquanto os raios X de baixa energia e luz são bloqueados.

 

O NuStar é uma missão liderada pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena (NASA) e gerido pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL), em Pasadena, com colaboração da Diretoria de Missões Científicas da NASA, em Washington.

 

A nave do satélite foi construída pela Orbital Sciences Corporation, Dulles, em Virginia, e o equipamento foi construído em parceria da NASA com várias instituições científicas. O centro de operações de missão do NuStar está situado na Universidade de Berkeley e contra com a colaboração da ASI, através de sua estação terrestre equatorial localizada em Malindi, no Quênia.

  

* Com informações da NASA/JPL e tradução de Pepe Chaves para Via Fanzine.

 

- Imagens: NASA / JPL-Caltech / GSFC.

 

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