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 Foguete russo

 

 

Após 2025:

Foguete nuclear russo facilitará

viagens interplanetárias

Os primeiros motores nucleares para uso em naves espaciais foram desenvolvidos

na antiga União Soviética e nos Estados Unidos na década de 1950.

 

Da Redação*

Via Fanzine

BH-20/05/2013

 

A Lua não é mais o limite: russos planejam viagem a Marte com uso de foguete nuclear.

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Marte na próxima década de 20

 

Precursores das viagens espaciais, cientistas russos preparam uma grata novidade para os próximos anos. Recentemente, o Centro de Pesquisas M.V. Keldich, com sede em Moscou, anunciou que trabalha no desenvolvimento de um sistema de propulsão de foguetes nucleares, que permitirá enfrentar novos desafios de transporte no espaço sideral. Os primeiros testes estão previstos para 2018.

 

De acordo com as informações, esse novo foguete nuclear russo permitirá multiplicar a velocidade de movimento através do espaço. Permitirá que um voo de ida e volta para Marte leve de dois a quatro meses, enquanto um foguete atual gastaria entre um ano e meio a dois anos para realizar o mesmo percurso.

 

Segundo Anatóli Koroteiev, diretor do centro Keldich, “A questão é que os motores químicos utilizados atualmente na indústria espacial têm limitações em termos de impulso específico e, em consequência, de velocidade. É simplesmente impossível acelerar acima da terceira marcha espacial (equivalente a 16,6 km/s). No foguete nuclear, será possível alcançar valores de impulso muito superiores”.

 

Motor nuclear e reator espacial

 

Os primeiros motores nucleares para uso em naves espaciais foram desenvolvidos na antiga União Soviética e nos Estados Unidos na década de 1950. O objetivo era criar motores de foguetes que, em vez de energia química para a queima de combustível e oxidante, usaria hidrogênio aquecido a uma temperatura aproximada de 3 mil graus. Mas, descobriu-se que este caminho seria ineficiente e ambos os países interromperam o desenvolvimento de seus projetos.

 

Atualmente, o centro Keldich propõe uma tecnologia completamente diferente. Para explicar essa evolução, basta fazer uma analogia entre um motor híbrido de um automóvel e um motor comum. Em um carro comum o motor gira as rodas, enquanto o motor de um carro híbrido gera energia elétrica e esta gira as rodas. Isto é, cria-se uma espécie de estação elétrica intermédia.

 

O novo reator espacial funciona sob o mesmo princípio. Ele não aquece o jato expelido, mas produz eletricidade. O gás quente do reator gira uma turbina que movimenta um gerador elétrico e um compressor, garantindo a circulação do propelente em um circuito fechado.

 

Os testes do novo motor poderão ser feitos em polígonos russos relativamente pequenos; graças a isso, não haverá necessidade de alugar bases de outros governos, que sempre envolvem longas negociações sobre a utilização da energia nuclear em um território estrangeiro.

 

Verbas para desenvolvimento

 

Há dois anos, o então presidente russo Dmítri Medvedev destinou uma verba de US$ 544,4 milhões para financiar o projeto do módulo espacial. Desses recursos, US$ 232 milhões serão destinados à corporação estatal Rosatom para a criação do reator.

 

A criação de um sistema de propulsão nuclear ficará sob responsabilidade do Centro de Pesquisa de Keldich e a corporação de foguetes espaciais Enérguia vai construir a nave espacial, prevista para ser lançada após 2025.

 

* Com informações de Andrei Raskin/Gazeta Russa, via Sociedade Astronômica do Recife.

 

- Imagem: Divulgação.

 

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