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 Cometas

 

67P/Churyumov-Gerasimenko

Philae encontra restos orgânicos em cometa

Cientistas prestam declarações sobre a missão, após abordagem de cometa. 

 

Da Redação*

Via Fanzine

Belo Horizonte

19/11/2014

 

Detalhe do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, em imagem tomada

pelo módulo Rosetta a 10 quilômetros de distância.

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Ao manter contato físico com o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko na semana passada, a sonda robô Philae, da Agência Espacial Europeia (ESA), constatou que a sua superfície era tão dura quanto o gelo e continha porções de moléculas orgânicas.

 

No entanto, não se sabe ainda se os sinais de carbono encontrados se referem a moléculas complexas, ligadas à alguma forma de vida. Enquanto diversos dados estão sendo processados, muitas respostas são aguardadas pela comunidade científica.

 

A sonda Philae viajou por mais de 10 anos acoplada ao módulo Rosetta, lançado pela ESA em 2004 para se aproximar deste cometa. Os cientistas que acompanham a descida da Philae divulgaram os primeiros resultados da missão na segunda-feira, 17/11, depois de uma semana de incertezas sobre o resultado do pouso sobre o cometa.

 

Após algumas tentativas, ao se chocar com uma superfície muito mais rígida que o previsto, a sonda ricocheteou e estacionou tombada, e não na posição vertical esperada pelos cientistas. Embora a situação criada seja precária, pois a Philae se encontra agora com uma das pernas apontando para o espaço, a sonda conseguiu se afixar e a missão de pesquisa continua.

 

Depois de executar descidas dramáticas - incluindo três tentativas e mais de 60 horas de dados coletados – e se afixar sobre o cometa, os cientistas envolvidos neste projeto europeu falaram publicamente sobre a missão pela primeira vez.

 

Ekkehard Kuhrt, diretor científico da missão Philae para a DLR (Agência Espacial Alemã) destacou alguns pontos do trabalho, “Reunimos uma grande quantidade de valiosos dados, que só poderiam ter sido adquiridos através do contato direto com o cometa. Além disso, foram realizadas importantes medições pelo módulo orbitador Rosetta. Estamos nos saindo bem nesta busca para uma maior compreensão sobre os cometas. Descobrimos que as propriedades da superfície desse cometa parecem ser bem diferentes do que se pensava anteriormente”, afirmou o cientista.

 

Ao descer sobre o cometa, a Philae continuou a transmitir seus dados intermitentes ao módulo Rosetta, que continua orbitando o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Os cientistas acreditam que o sucesso da missão deverá gerar, pelo menos, mais um ano de observações planejadas sobre aquele pequeno mundo gelado que se move em direção ao Sol. Com a sua aproximação do Sol, em breve, o cometa deverá se aquecer e emitir mais gás e poeira, sobretudo, quando atingir ao periélio, a sua maior aproximação ao Sol, prevista para agosto de 2015.

 

Imagem tomada pela câmera de descida da Philae mostra o cometa a apenas 40 metros.

 

A imagem acima foi tomada pela câmera Rolis, da Philae, durante sua descida e mostra a superfície do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko a uma distância de apenas 40 metros. A imagem mostra a superfície do cometa coberta pela poeira e detritos com tamanhos que vão desde milímetros até alguns metros, como a rocha vista à direta na parte superior, que mede aproximadamente cinco metros de altura.

 

De acordo com os cientistas, até bateria se apagar, a Philae utilizará de seus instrumentos para estudar as propriedades da superfície do cometa. Entre estes, está o MUPUS, instrumento usado para pesquisar o núcleo do astro gelado. De acordo com os dados, este sistema funcionou como planejado e mesmo com a Philae tombada sobre o cometa, o MUPUS deverá ser utilizado. No entanto, o martelo do instrumento não obteve sucesso ao tentar quebrar a superfície pela primeira vez.

 

Mas, outros sensores do MUPUS também estão sendo usados para medir a temperatura do cometa, bem como as propriedades mecânicas da superfície e a sua condutividade térmica. O COSAC é um sensor para análise de amostras colhidas pela Philae e já realizou uma coleta de dados que visa "farejar" e detectar moléculas orgânicas, presumivelmente surgidas através da desgaseificação, ocorrida apenas acima da superfície do cometa.

 

A câmera Rolis, utilizada para visualizar a descida da Philae, também foi ligada novamente e tomou imagens próximas do núcleo do cometa a partir do seu local de estacionamento. Os cientistas também continuam usando a Philae para trabalhar em conjunto com a Rosetta com o objetivo de estudar a estrutura interna do cometa, segundo informou o DLR.

 

A posição em que a Philae se afixou no cometa não é das melhores para captar a luz solar, essencial para abastecer suas baterias e manter aos seus serviços ativados. Por estar situada em uma parte sombria do cometa, a Philae permanecerá desativada até que possa receber a devida luz solar. Apesar disso, os cientistas estão esperançosos de que a Philae irá recarregar suas baterias nas próximas semanas ou meses, permitindo a retomada da missão enquanto o cometa se aproxima do Sol.

 

Na próxima fase da missão, a Rosetta seguirá acompanhando o cometa através do seu periélio, em agosto de 2015, quando a missão deverá ser finalizada. Durante a viagem de 10 anos para encontrar o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a sonda passou por dois asteroides, o Steins 2867 (em 2008) e o 21 Lutetia (em 2010). O módulo orbitador que entrou no modo de hibernação em junho de 2011, “acordou” no dia 20 de janeiro de 2014 para retomar à sua jornada para se encontrar com um cometa.

 

* Com informações e imagens da ESA e tradução de Pepe Chaves para Via Fanzine.

 

- Imagens: ESA/NAVCAM - Divulgação.

 

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- Produção: Pepe Chaves

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