'A linguagem das pedras nos corações dos homens' - Com a qualidade jornalística  Via Fanzine

 HOME | ZINESFERA| BLOG ZINE| EDITORIAL| ESPORTES| ENTREVISTAS| ITAÚNA| J.A. FONSECA| PEPE MUSIC| UFOVIA| AEROVIA| ASTROVIA

 

 

Reinaldo Coutinho

 

 

Serranópolis/Goiás:

‘Máquina voadora’ em pinturas rupestres goianas

Não se trata da interpretação de algum arqueólogo amador entusiasta ou de um ufólogo fantasista.

  

Por Reinaldo Coutinho*

De Teresina-PI

Para Via Fanzine

29/11/2013

 

Este paredão rochoso, que contém também antigos abrigos, está repleto de arte rupestre.

Leia também:

O misterioso Açude Velho dos Caboclos - Reinaldo Coutinho

Piauí: Houve civilização megalítica em Piripiri? - R. Coutinho

O mistério dos petroglifos peruanos de Pusharo- Yuri Leveratto

Explorações na América do Sul 2006-2011  - Yuri Leveratto

O mistério dos petroglifos peruanos de Pusharo - Yuri Leveratto

Centenário da redescoberta da Cidade Perdida da Bahia - O. Dyakonov

Teria o Egito herdado a cultura dos atlantes? - Eduardo Miquel

Cidades e povos perdidos no Brasil -  J.A. Fonseca

Cidades e segredos ainda pouco explorado em Minas Gerais -  J.A. Fonseca

Vida e descobertas de Gabriele D’Annunzio Baraldi - Oleg Dyakonov

   Gomar e o Relatório de Natividade - exclusivo VF

 

Arte rupestre em Serranópolis

 

Segundo Ortega (2010), o sudoeste de Goiás é rico em sítios arqueológicos, estando alguns dos mais importantes, situados na região de Serranópolis e Jataí. Estimando-se que mais de 550 gerações já viveram na região, hoje é possível encontrar seus vestígios em paredões e grutas com pinturas rupestres, petroglifos, e artefatos em pedra e cerâmica. Dentre esses e outros vestígios, foi encontrado um esqueleto humano, com datação de 11 mil anos antes do presente (AP).

 

O diário digital Via Fanzine, publicou reportagem exclusiva de autoria do erudito J.A. Fonseca, tratando de sua visita à imensa e farta região arqueológica, também disponível no site do pesquisador. Na reportagem datada de maio de 2013, ele diz, “Serranópolis é uma pequena cidade no interior de Goiás, localizada a sudoeste do Estado a uma distância de 370 km de Goiânia e 60 km de Jataí. Possui cerca de 7.500 habitantes e sua localização nas serras goianas, com maciços pétreos espalhados por uma extensa área, faz dela um grande centro de pesquisas arqueológicas, devido aos seus inúmeros abrigos na rocha e inscrições rupestres de ordem variada”.

 

Ainda segundo Fonseca, “Serranópolis pertencia anteriormente ao município de Jataí e foi por esta razão que o esqueleto humano mais antigo do Brasil que ali foi encontrado, teria recebido o nome de Homem de Jataí. Segundo os estudos realizados neste esqueleto, pelo método do teste de carbono 14, concluiu-se que aquele homem teria vivido na região há cerca de 10 mil anos. Por isto, já se tem como constatado que esta localidade seria habitada por uma espécie de homem primitivo desde longas datas”.

 

Em 1984, o renomado arqueólogo gaúcho Pedro Ignacio Schmitz e outros colegas publicaram uma interessante obra intitulada “Arte Rupestre no Centro do Brasil”, pela USININOS, São Leopoldo-RS.

 

Nela, Schmitz et al. fazem uma dissertação completa e precisa dos incontáveis sítios arqueológicos da região de Serranópolis, descrevendo os abrigos, paredões, a arte rupestre, etc.

 

Quando vai explicar individualmente as Pinturas e Gravuras de Serranópolis, Painel das Araras, o reputado arqueólogo Schmitz escreve a princípio de maneira científica e até monótona o texto a seguir.

 

“2. Abrigo GO-JÁ-03: Painel num nicho composto de uma parede vertical no extremo de um grande abrigo, predominantemente pintado. A composição dá uma ideia de variedade. Combinação e superposição das pinturas nos abrigos mais ricos, com representações de animais variados, pisadas humanas, objetos e figuras geométricas. Entre os animais temos: lagartos, tartarugas, aves em diversas posições, peixes e veados. Além disso, pisadas humanas. Entre os objetos: cestos, máscaras (?). À direita, em cima, uma das poucas cenas mostrando uma ave com um animal (?) nas garras, por baixo do que parece ser uma “máquina voadora”.”

 

Vejamos a seguir, a reprodução das figuras que mostram a “Máquina Voadora” de Schmitz antes de prosseguirmos nossa análise.

 

 

Reprodução do desenho no painel de pinturas rupestres

que Schmitz chamou de "Máquina Voadora".

 

Não sabemos o que nos chamou mais a atenção nos anos de 1980, quando lemos o trabalho dos arqueólogos: uma suposta “abdução”, onde um objeto triangular ou piramidal parece sugar para o alto uma ave, a qual por sua vez, havia capturado um animal menor. Ou ficaremos mais abismados por esta expressão “Maquina Voadora” ter sido citada por um laureado catedrático, com doutorado em várias áreas, com vasto currículo no meio universitário.

 

Em outras palavras, esta não se trata da interpretação de algum arqueólogo amador entusiasta ou de um ufólogo fantasista. Foi uma versão oficial, embora ele possa ou deva ter apenas se referido a uma curiosa semelhança. Mas foi o que passou para nós, a impressão de uma abdução, refletida na arte rupestre de Serranópolis. As linhas entre o objeto ou máquina e os animais parecem indicar um deslocamento para cima, ou seja, uma espécie de sucção ou arraste, como igualmente fazemos nos desenhos em quadrinhos.

 

As imagens a seguir mostram, com menos precisão, o painel em geral e em detalhe a figura em questão. No entanto os pontilhados só podem ser visíveis a olho nu, in loco.

 

A cena inusitada está no centro do painel, ao alto.

 

Detalhe da “Máquina Voadora” e suas vítimas.

 

E o que nos fica de impressão? Que um respeitável arqueólogo tenha apenas tido um momento de descontração durante suas árduas tarefas de campo e gabinete e assim, teria chamado a figura de “máquina voadora”? Mas haveria outra expressão para descrever a cena? Daí a falar em OVNIs ou abdução é outra coisa. Mas que se trata de uma cena estranha, que nos faz intrigar e refletir, nós não temos dúvidas.

 

Reni Braga e J.A. Fonseca, defronte o painel com pinturas rupestres.

 

Quando esteve naquela região em 2013, J.A. Fonseca registrou uma fotografia em que aparece defronte ao Painel das Araras, donde pôde contemplar aquela incomparável arte rupestre goiana.

 

O extraordinário pesquisador J.A. Fonseca (à direita) e o Sr. Reni Braga diante de um dos maiores paineis do abrigo das araras. A “Máquina Voadora” está desenhada logo acima da cabeça de Fonseca.

 

- Fontes e consultas:

 

FONSECA, J.A. A magnífica 'arte rupestre' de Serranópolis, maio 2013. Portal Via Fanzine (BH-MG), in

http://www.viafanzine.jor.br/site_vf/pag/6/fonseca_cidade_goias.htm.

 

ORTEGA, D.D. A “pré-história” em serranópolis: como viviam os grupos humanos no cerrado. Anais do II Congresso Internacional de História da UFG/ Jataí, 2010.

 

SCHMITZ, P.I., BARBOSA, A.S., RIBEIRO, M.B & VERARDI, I. Arte rupestre no centro do Brasil: pinturas e gravuras da pré-história de Goiás e oeste da Bahia. Inst. Anchietano de Pesquisas. USININOS, São Leopoldo, RS, 1984.

 

* Reinaldo Coutinho é geólogo, pesquisador, e correspondente de Via Fanzine no Estado do Piauí.

   - Contato com o autor: sobral469@hotmail.com.

 

- Imagens: Daniela Ortega / J.A. Fonseca-Arquivo VF.

 

Leia também:

O misterioso Açude Velho dos Caboclos - Reinaldo Coutinho

Piauí: Houve civilização megalítica em Piripiri? - R. Coutinho

O mistério dos petroglifos peruanos de Pusharo- Yuri Leveratto

Explorações na América do Sul 2006-2011  - Yuri Leveratto

O mistério dos petroglifos peruanos de Pusharo - Yuri Leveratto

Centenário da redescoberta da Cidade Perdida da Bahia - O. Dyakonov

Teria o Egito herdado a cultura dos atlantes? - Eduardo Miquel

Cidades e povos perdidos no Brasil -  J.A. Fonseca

Cidades e segredos ainda pouco explorado em Minas Gerais -  J.A. Fonseca

Vida e descobertas de Gabriele D’Annunzio Baraldi - Oleg Dyakonov

Gomar e o Relatório de Natividade - exclusivo VF

 

- Outros tópicos relacionados do arquivo:  

   Tesouro é achado em local de batalha dos cruzados

   Nas supostas ruínas de Natividade da Serra C. P. Gomar

   Especulações sobre a Ruína de Natividade - Por C. P. Gomar

   A antiguidade dos registros rupestres do Brasil - Por J.A. Fonseca

   Cueva de los Tayos: a verdadeira caverna do tesouro - Por Yuri Leveratto

   Você sabe o que é Arqueologia? - Por Paulo R. Santos

   Fonte Magna - a herança dos sumérios ao Novo Mundo

   Brasil Central: pés e círculos impressos na rocha são alguns vestígios

   Cerâmicas précolombianas: descoberta arqueológica em Itaúna-MG

   Escócia: descoberto túmulo que refaz a história

   J.A. Fonseca registra mais um muro de pedra em Itaúna

   Antigos muros de pedras no interior de Minas Gerais

   Estranhos signos na arte rupestre do Brasil

   Questões não respondidas do Brasil Antigo - Parte 1

   Questões não respondidas do Brasil Antigo - Parte 2

   Fonseca visita os Muros da Mata da Onça VÍDEO

  As inexplicáveis 'construções' de Paraúna (GO)

   Pedra do Ingá: a tese de Baraldi e a conclusão desse autor

  Visite o portal oficial de Gabriele Baraldi

   Visite o portal oficial  de J.A. Fonseca

 

- Produção: Pepe Chaves.

© Copyright 2004-2013, Pepe Arte Viva Ltda.

 

 

Voltar para

ARQUEOLOvia

 

 

 

A TV QUE CRESCE COMO VOCÊ

inconfidente&confiável

 

 HOME | ZINESFERA| BLOG ZINE| EDITORIAL| ESPORTES| ENTREVISTAS| ITAÚNA| J.A. FONSECA| PEPE MUSIC| UFOVIA| AEROVIA| ASTROVIA

© Copyright 2004-2012, Pepe Arte Viva Ltda.

Motigo Webstats - Free web site statistics Personal homepage website counter