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 Notícias

Brasil:

Incidentes ‘assombram’ voos da Air France

Uma série de incidentes envolvendo aeronaves da companhia francesa Air France no Brasil,

fez com que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) inspecionasse de perto os serviços da empresa.

 

Da Redação

AEROvia

 

Voos foram cancelados ou alterados.

 

Incidentes em série

 

Uma série de incidentes ocorridos em meado desse mês de julho/2010 tem deixado em polvorosa as equipes logísticas da Air France e autoridades aéreas no Brasil. Alguns já chegam a falar em sabotagem ou coisas do gênero conspiracionista, por causa da frequencia e assiduidade das ocorrências.

 

Fato é que o histórico dessa companhia francesa aqui no Brasil, tem revelado uma onda sortida, registrando ocorrências de desacertos e alterações quase que diárias.

 

Tudo teve início no sábado (10/07), quando uma falsa ameaça de bomba evacuou o voo AF 443, horas após o incidente o voo seguiu seu destino a Paris. No entanto, por causa da ameaça, ao decolar do Rio de Janeiro a aeronave teve que pousar em Recife. O episódio causou muito transtorno aos passageiros e também às autoridades. No entanto, foi constatado que a denúncia era falsa.

 

Outro incidente se deu na terça-feira (12/07), quando uma outra aeronave da Air France decolou do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim às 16h20m, com destino a Paris. A viagem foi interrompida e o piloto retornou ao Rio de Janeiro seis horas depois. Em nota, a Air France confirmou que o piloto do Boeing 747-400 decidiu voltar devido ao defeito técnico em alguns de seus toaletes. De acordo com passageiros, seis dos 13 lavabos do avião já estavam fora de operação no momento da decolagem. A situação se agravou quando pelos menos outros quatro banheiros apresentaram problemas durante o voo.

 

Já na quinta-feira (15/07), pela terceira vez em menos de sete dias, um voo da Air France com destino a Paris apresentou problemas e foi cancelado. O voo AF 455, que faria a rota São Paulo/Paris com um Boeing 777-200, teve cancelada sua saída, prevista para às 16h15m do Aeroporto de Cumbica. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a causa foi uma avaria na fuselagem do avião, constatada com a aeronave ainda em solo, no momento da inspeção feita obrigatoriamente antes de qualquer decolagem. Dessa vez, conforme mostrou a imprensa, um veículo de carga bateu e danificou a aeronave, pouco antes e sua partida.

 

E não para por aí, pois no sábado (17/07), a Air France cancelou mais um voo, novamente de Rio a Paris, por problemas técnicos. Pela quarta vez em pouco mais de uma semana, um voo da companhia com destino a Paris é cancelado por apresentar problemas. Na noite daquele sábado, o voo 0455, com saída marcada para às 19h05m do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, teve sua decolagem suspensa depois que foram constatados - durante a inspeção técnica - problemas elétricos no motor da aeronave, um Airbus A330-200, de acordo com a assessoria da empresa. Depois de esperarem por cerca de quatro horas, os passageiros foram informados de que o voo havia sido remarcado para às 23h deste domingo, um atraso de 28 horas em relação ao horário original.

 

Anac reforça fiscalização

 

Após a sequencia de incidentes, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está intensificando a fiscalização à companhia Air France. Desde a semana passada, a Anac está realizando inspeções nas aeronaves da Air France, mas, até esta segunda-feira, a agência verificou que a companhia aérea cumpriu as regras de segurança.

 

A Air France opera no Brasil seguindo as normas previstas no Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica número 129 (RBHA 129). Entre outros requisitos, o regulamento determina que as empresas descrevam a organização das estruturas de apoio de manutenção e de despacho operacional de voo propostas para as operações a serem conduzidas no Brasil. A Anac também realiza inspeções nas aeronaves de companhias estrangeiras que operam voos no Brasil, que podem ser programadas ou de surpresa.

 

Acidente fatal em 2009

 

No dia 31/05/2009, após decolar do Rio de Janeiro com destino a Paris, um Airbus da empresa francesa em seu voo AF 447 caiu no oceano Atlântico, vitimando todas as 228 pessoas que se encontravam bordo. Somente parte dos corpos foi encontrada e a caixa preta da aeronave continua desaparecida.

 

* Com informações do jornal O Estado de São Paulo e agências nacionais.

- Colaborou: Vitório Peret (RJ).

 

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Seul:

Desaparecem dois caças F-5 da Força Aérea sul-coreana

A agência de notícias sul-coreana Yonhal disse que os caças

bateram numa montanha e três tripulantes estão desaparecidos.

 

Dois caças da Força Aérea sul-coreana estão desaparecidos, após terem sido vistos voando para o interior do país, informou o Ministério da Defesa na terça-feira.

 

As buscas pelos dois jatos F-5 estão em andamento, depois que os aviões desapareceram a cerca de 20 quilômetros a oeste da cidade costeira de Gangneung, disse uma autoridade do ministério. Não foram divulgadas mais informações.

 

A Coreia do Norte, com quem o Sul ainda está tecnicamente em guerra após o conflito de 1950-53 ter sido encerrado com uma trégua, não estaria envolvida no incidente, de acordo com a autoridade.

 

A agência de notícias sul-coreana Yonhal disse que os caças bateram numa montanha e três tripulantes estão desaparecidos.

 

Os aviões supersônicos F-5, desenvolvidos pela Northrop Grumman e que voaram pela primeira vez nos anos 1960, continuam em operação em vários países do mundo, incluindo o Brasil e os EUA.

 

* Reportagem de Jack Kim para a Reuters.

 

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Tóquio:

Japan Airlines apresenta declaração de falência

Governo japonês emitiu um comunicado no qual promete "o necessário apoio"

à JAL e pede que a empresa melhore sua base financeira e seu rendimento empresarial.

 

A companhia aérea Japan Airlines (JAL), a maior da Ásia, apresentou em 19/01 sua declaração de falência em um tribunal de Tóquio, de acordo com a lei de Reabilitação Corporativa, informou a agência local "Kyodo".

 

A declaração de falência apresentada pela JAL é a sexta maior da história do Japão depois da Segunda Guerra Mundial e a mais grave de uma companhia não financeira japonesa, que obrigará a JAL a sair da Bolsa de Tóquio.

 

A dívida da companhia aérea até 30 de setembro era de 2,32 trilhões de ienes (17,805 bilhões de euros), acima do estimado, informou a Japan Airlines.

 

Após saber da declaração de quebra, o Governo japonês emitiu um comunicado no qual promete "o necessário apoio" à JAL e pede que a empresa melhore sua base financeira e seu rendimento empresarial.

 

O Executivo apresentará hoje mesmo seu plano de reestruturação a três anos para a JAL, com o objetivo de que a companhia aérea não interrompa suas operações e retorne ao lucro no ano fiscal de 2012, que termina em março de 2013.

 

Segundo a "Kyodo", esse plano inclui a eliminação de 15 mil empregos, quase um terço do quadro de funcionários, e uma forte redução do tamanho de uma companhia aérea que era superdimensionada.

 

A companhia aérea anunciou também a renúncia do presidente da JAL, Haruka Nishimatsu, que será substituído pelo fundador da corporação Kyocera, o veterano empresário Kazuo Inamori.

 

A declaração de quebra da JAL, que inclui suas duas filiais, a Japan Airlines International e a JAL Capital, recorre à lei japonesa de Reabilitação Corporativa, semelhante à lei de falências dos Estados Unidos.

 

Esta norma protege a companhia temporariamente de seus credores e oferece tempo para uma reestruturação que dê lugar a uma empresa com menos dívida e de menor tamanho.

 

O plano para fazer flutuar a JAL está a cargo de um fundo paraestatal conhecido como Etic, que injetará na companhia aérea 300 bilhões de ienes (2,29 bilhões de euros), informou a companhia.

 

Além disso, o Etic ficará responsável por tramitar uma linha de crédito com o Banco de Desenvolvimento do Japão e vários bancos privados no valor de 600 bilhões de ienes (4,58 bilhões de euros).

 

Para contribuir para na flutuação do grupo, os bancos credores perdoarão à JAL um total de 358,5 bilhões de ienes (2,744 bilhões de euros) de dívida, enquanto 44 bilhões de ienes (337 milhões de euros) oferecidos pelo Banco de Desenvolvimento do Japão serão cobertos com recursos públicos.

 

A redução de pessoal será feita de forma gradativa até março de 2013, enquanto haverá cortes de 30% nos planos de previdência dos empregados aposentados e a eliminação das rotas não rentáveis.

 

Por causa da quebra, as ações da JAL devem parar de cotar, o que fez com que, em apenas uma semana, os títulos tenham perdido 90% do valor, até alcançar uma capitalização total de US$ 150 milhões, o preço de um Boeing 787.

 

* Informações da EFE.

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Rio de Janeiro:

Aeronautas protestam mais uma vez

Ato de protesto em Copacabana denuncia a falta de solução para o caso Aerus.

 

Da redação*

Via Fanzine

 

Graziella Baggio, presidente do SNA.

 

Diante da demora por uma resolução, a APRUS, o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e a Fentac convocam a todos os beneficiários do fundo Aerus (ativa, aposentados e pensionistas) a participarem de um manifesto nessa quarta-feira, 16/12.  

 

A manifestação tem início às 8h no bairro de Copacabana, Rio de Janeiro, quando os beneficiários estarão protestando contra a lentidão do Governo para a assinatura do acordo que poderá solucionar definitivamente o caso.

 

Conforme informações do SNA,  serão colocadas na praia de Copacabana, 1735 cruzes simbolizando os falecidos do Aerus, sendo 1404 mortes registradas de 1982 a 2006 (média anual de 58 mortes) e 331 mortes de 2006 até hoje (média anual de 82 mortes).

 

“Vamos colocar nossas faixas e distribuir folhetos e tentar chamar atenção do país para a nossa causa”, informou o SNA. As cruzes serão afixadas na areia da praia, em frente à esquina da Av. Atlântica com a Av. Princesa Isabel).

 

* Com informações do SNA (www.aeronautas.org.br).

 

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EUA:

Avião desvia de destino por distração de pilotos*

O avião estava voando a mais de 11 mil metros de altitude quando perdeu contato no rádio entre 20h e 21h15.

 

Um voo da Northwest Airlines com 144 passageiros, que vinha de San Diego rumo a Minneapolis, perdeu contato com os controladores aéreos por mais de uma hora e passou seu destino em 241 quilômetros, disseram autoridades nesta quinta-feira. A Agência Nacional de Segurança nos Transportes disse que os dois pilotos do voo 188, do Airbus A320-200, prefixo N374NW, disseram às autoridades depois de pousar na noite de quarta-feira (21) que se distraíram durante "uma acalorada discussão sobre política da empresa aérea".

 

A agência disse nesta quinta-feira que iria rever as informações de voo do avião e a gravação de vozes e entrevistar os pilotos. Entre outras questões, os investigadores vão explorar a fadiga da tripulação para ver se os pilotos estavam cansados.

 

A Northwest é propriedade da Delta Air Lines. A investigação pode demorar vários meses para ser concluída. O avião estava voando a mais de 11 mil metros de altitude quando perdeu contato no rádio entre 20h e 21h15.

 

O voo 188 estava 241 quilômetros além do destino final quando a tripulação restabeleceu as comunicações e pediu permissão para dar meia-volta, disseram as autoridades. A polícia do aeroporto subiu a bordo do avião em Minneapolis para garantir que não se tratava de um sequestro ou outra atividade criminosa, disse um porta-voz do Aeroporto Minneapolis-St Paul.

 

Os militares ficaram em alerta durante todo o incidente e puseram caças de prontidão.

 

* Informações do portal Terra.

 

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Brasília:

Deputado quer CPI para investigar compra de caças*

"Estamos falando de bilhões de dólares", disse Itagiba. "E para gastar bilhões de dólares, precisa justificar".

 

O deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) anunciou hoje que vai começar a recolher assinaturas para a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as recentes compras de equipamentos militares, fechadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. O parlamentar quer saber quem são os intermediários da operação e pretender apurar se algum integrante do Ministério da Defesa ficou hospedado na casa de um dos fornecedores do armamento, durante visita à França.

 

"Estamos falando de bilhões de dólares", disse Itagiba. "E para gastar bilhões de dólares, precisa justificar. E também dizer o porquê da escolha. Não houve licitação."

 

Pelos acordos assinados, o Brasil comprará da França quatro submarinos convencionais Scorpène, um casco para o submarino nuclear, um estaleiro para construí-los, uma nova base para operá-los, peças sobressalentes, armamentos (como torpedos), softwares e 50 helicópteros. Os dois países também abriram negociações para a compra, pelos brasileiros, de 36 aviões de caça Rafale, fabricados pela empresa francesa Dassault. Ao todo, os negócios militares Brasil-França preveem um gasto, nos próximos 20 anos, a cifras de hoje, de 12,5 bilhões de euros - R$ 32,7 bilhões.

 

O parlamentar também considerou estranho que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, "desautorizasse" o presidente Lula, dizendo, no dia seguinte ao anúncio do fechamento do negócio dos Rafale, afirmando que as negociações ainda estavam abertas. "Hoje os jornais dizem que o caça está escolhido politicamente, não tecnicamente", declarou. "Isso está o samba do crioulo doido."

 

Para constituir uma CPI na Câmara, é necessário ter, no mínimo, 171 assinaturas de apoio. Itagiba disse não ter "bola de cristal" para prever quando conseguirá o número de apoios necessários.

 

* Informações da Agência Estado.

 

Leia também o Editorial: 'OS CAÇAS E O CAÇADOR'

 

+ informações sobre a compra de caças:

www.viafanzine.jor.br/aerovia.htm

 

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