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Drones

 

 

Reino Unido:

Taranis, um assassino sem alma

Aeronave automatizada britânica com tecnologia de ponta para uso mortal será testada em breve.

 

Por Pepe Chaves*

De Belo Horizonte-MG

para Via Fanzine

31/01/2013

 

Detalhes do drone Taranis, uma das mais poderosas armas aéreas já criada para a guerra.

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Taranis é o superdrone mortal da Grã-Bretanha com capacidade para determinar as suas próprias metas e com poder para atirar contra alvos que considerar ofensivos. Numa matéria de 2010 intitulada “Um VANT britânico em resposta aos EUA”, desse autor para o portal Via Fanzine, informamos que o potente Taranis ainda estava sendo projetado. Naquela ocasião, a aeronave já recebia pesadas críticas por conta de sua possível autonomia para identificar alvos e matar inimigos.

 

Agora, essa aeronave teleguiada britânica está prestes a ser oficialmente lançada e novas informações foram divulgadas recentemente, sobretudo, com relação a sua pretensa periculosidade.

 

Por conta dos aparatos bélicos que foram incorporados no projeto, alguns especialistas acreditam que esta revolucionária aeronave não tripulada poderia marcar o início da 'robô wars', ou a guerra entre robôs.

 

Drones convencionais são capazes de executar ataques aéreos, além de transportar e detonar cargas ou armas mortíferas de natureza diversa. Mas, utilizando-se de um superdrone, essa perspectiva pode ser intensamente maximizada.

 

Com um nome que evoca o deus celta do trovão, o Taranis pode voar mais rápido que a velocidade do som, sendo capaz de escapar dos radares inimigos através do seu sistema stealth, além de contar ainda com um furtivo design das asas, permitindo executar manobras arrojadas.

 

Segundo informações divulgadas pelo Daily Mail nessa semana, espera-se que o revolucionário superdrone faça o seu voo inaugural nas próximas semanas e, possivelmente, venha combater facções terroristas do norte da África.

 

Entretanto, os novos desenvolvimentos de aviões sem pilotos são controversos. Segundo os seus críticos, estes sistemas permitem a possibilidade de computadores com autonomia própria assumirem o controle contra alvos predeterminados e assim, além de eliminar supostos combatentes inimigos que estejam fora do alcance das ações humanas, também podem vir a cometer equívocos terríveis.

 

Especialistas contrários à concepção do projeto autômato solicitaram recentemente a proibição global para a tecnologia autônoma de ataques bélicos. Eles advertiram que essa nova tecnologia revela o espectro de um pesadelo fora de controle, num panorama em que os robôs se voltam em guerra contra os seres humanos.

 

Os superdrones armados são pilotados remotamente, ou seja, a distância, por tripulações instaladas em terra. Mas, no caso do Taranis, este robô aéreo seguirá uma rota de voo determinado por seu conjunto de computadores de bordo, podendo realizar manobras necessárias, evitar ameaças e identificar alvos. Segundo o Ministério da Defesa britânico, somente quando for necessário atacar um alvo o robô aéreo vai pedir autorização a um controlador humano.

 

O professor Noel Sharkey é um engenheiro especializado em robótica e sistemas autônomos militares da Universidade de Sheffield, na Inglaterra. Ele se mostra contrário a concepção do Taranis pela potencialidade de sua periculosidade e pelo desfecho que este projeto poderá trazer para a automação do belicismo num futuro breve. Em recente declaração ao Daily Mail, Sharkey explicou que, “Este é um empreendimento muito perigoso. Uma vez que seja desenvolvido tal aparato, jamais poderemos supor o que os novos governos que herdarem a tecnologia farão com ele”, afirmou o engenheiro.

 

Na semana passada, o primeiro-ministro, David Cameron, advertiu que a luta contra o terrorismo no Norte da África pode durar décadas, levando a supor que drones futuristas venham dominar a estratégia de contraterrorismo naquela região.

 

 

A Força Aérea dos EUA (USAF) utiliza o Reaper MQ-9, o zangão, aqui decolando

da Base Aérea de Kandahar, no Afeganistão. A proliferação dessa tecnologia

 militar nos EUA provocou uma corrida armamentista pelos drones em todo o mundo.

 

Ainda de acordo com o Daily Mail, a controvérsia em torno da utilização do Taranis foi destaque na semana passada, quando as Nações Unidas lançaram uma investigação sobre as mortes causadas por ataques de drones convencionais.

 

Forças britânicas operam atualmente drones armados apenas no Afeganistão, onde combatem insurgentes do Talibã. No entanto, uma proliferação dessa tecnologia militar, principalmente, nos EUA, provocou uma corrida armamentista pelos drones. Numa espécie de guerra fria em inglês, o governo britânico comprometeu-se a criar uma nova geração de aviões sem piloto que pode voar distâncias superiores a dois mil quilômetros, para superar os norteamericanos.

 

Uma fonte da Defesa britânica informou ao Daily Mail que, o voo de teste inaugural do Taranis, há muito aguardado, foi adiado por “retrocessos tecnológicos”, bem como pelas leis britânicas de segurança da aviação, que restringem voos de aviões no país.

 

Mas, segundo o diário britânico, a fonte acrescentou que a aeronave, que pesa oito toneladas e tem o tamanho de um jato Falcon da Força Aérea Britânica (RAF), fará o seu primeiro voo na Austrália, nas próximas semanas, onde o seu progresso será acompanhado de perto por membros do Ministério da Defesa.

 

Segundo o professor Sharkey, “O Taranis é um ‘protótipo conceito’, por isso é realmente a versão beta de um avião para ataque intercontinental. Com a proliferação de aviões de combate não tripulados, que certamente vai acontecer, não vão demorar muito para dizer que estão tirando o homem das frentes de batalha”.

 

Este é o K-MAX, um helicóptero de carga não tripulado dos EUA. Aqui ele aparece na província de Helmand,

no Afeganistão. Em concorrência, o governo britânico comprometeu-se a criar uma nova geração de aviões sem piloto.

 

Sharkey também acrescentou ao Daily Mail que, “Seria muito difícil para um ser humano manter o controle destes superdrones em movimento e a tal velocidade. (...) É por isso que precisamos de uma proibição global de drones autônomos, antes que a proliferação tenha início”.

 

Por sua vez, o Ministério da Defesa britânico afirma que o Taranis foi projetado para que um ser humano tome a decisão final sobre o disparo de armas e que ainda é muito cedo para afirmar que esse drone desempenharia algum papel em futuras missões de combate.

 

O superdrone, fabricado pela BAE, nasceu da decisão MoD 2006 para desenvolver um avião “uncrewed” [não tripulado] com sistemas superiores aos atuais dos EUA, utilizando um motor a jato personalizado Rolls-Royce, em vez de hélice, como os demais.

 

O seu elegante design foi revelado em 2010 em um aeródromo na cidade de Warton, Lancashire, Inglaterra. Seu lançamento foi acompanhado com orgulho pelos seus designers, que afirmaram na ocasião, “o Taranis poderá atacar o coração dos inimigos da Grã-Bretanha, sem arriscar vidas britânicas”.

 

Para os supervisores da BAE, o Taranis seria um “Veículo Aéreo de Combate Autônomo Furtivo Não-tripulado” [UCAV, do inglês] capaz de atacar alvos com precisão e a longa distância, mesmo sendo operado em outro continente.

 

Um porta-voz do MoD afirmou que “O Taranis é um projeto pioneiro, que reflete o melhor do design avançado da nossa nação com suas habilidades tecnológicas, sendo um programa de liderança no cenário global. Veículos aéreos não tripulados desempenham um papel importante nas operações, ajudando a reduzir os riscos enfrentados por militares na linha da frente. Futuros estudos sobre o Taranis irão fornecer mais informações sobre as capacidades potenciais dos sistemas aéreos não tripulados para combate”, afirmou o co-fabricante.

 

Segundo a BAE, “O Taranis é um programa em conjunto BAE-MoD e não estamos autorizados a confirmar publicamente sobre detalhes do voo inagural, incluindo a sua localização, data ou quem poderá estar presente no evento”.

 

Desta maneira, o voo inaugural do Taranis, possivelmente na Austrália, deverá permanecer em aura de mistério nos próximos dias. Pelo menos, até que vaze alguma informação no meio aeroespacial ou o Ministério Britânico da Defesa se manifeste a respeito.

 

- Fotos: AP/AFP/Getty Images.

 

* Pepe Chaves é editor do diário digital Via Fanzine e da Rede VF.

   - Com informações do Daily Mail (Londres).

 

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