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A
luz apagou
Por Lúcia Amaral
A luz apagou...
Não sei o que restou.
Sorrir ou chorar..
Amar ou odiar...
Lamentar ou aceitar...
Correr ou ficar...
Chorar de saudades...
Dos tempos idos.
Viver o hoje,
Sem nunca ter vivido
Sonhos e fantasias.
Era tudo que eu queria.
Sua respiração é poesia,
Seu ser é como um anjo,
Que beija minha alma.
É a doce ilusão de um amor...
Que pode acontecer amanhã.
Um sonho bom,
Uma verdade,
Um jeito de nos querer.
Ele é assim.
Até
o fim.
01/07/09
Minha inspiração
Por Lúcia Amaral
Na certeza de acertar sempre, busco na perfeição o espelho da vitória.
Faço das minhas conquistas o mural da fama, a prova que depende de mim
uma resposta ao fracasso... agonia ao ver o vento soprando em direção
contrária.
Por isso vou adiante... falando... andando... dando vazão ao viver e
provando que nem tudo está perdido, nem tudo leva ao nada... Caminho em
passos largos, tenho pressa... repito cada gesto com ansiedade e
expectativa da chegada. Hora triste... hora alegre... mas levo com
determinação, e com medo de julgar a vida por apenas uma fase.
Nunca desisto quando chega o inverno, pois sei que vou perder as
promessas da primavera,a beleza do verão e a plenitude do outono, a
felicidade me mantém doce. Não sendo doce, deixo exalar o aroma que
conta da vida a amargura, do coração o sumo do sofrimento, da angustia a
aridez do mundo, da fé a ternura do amor... do abandono a solidão.
Não conto as horas e nem preocupo com o tempo... deixo a vida me
levar...serena...consciente que o mundo será favorável com aqueles que
caminham sem direção...aqueles que viagem no tempo através do
pensamento...através da falta de perspectiva fundamentada no devaneio.
Sofro em pensamentos... alegro-me em pensamentos...vivo em
pensamentos...realizo na verdade e sobretudo só consigo viver com pés no
chão.
10/08/2008.
Talvez
Por Lúcia Amaral
Desde
o outono
Quando as folhas caiam,
Já sentia nosso amor no chão.
Talvez hoje me sinta fraca
Com tristeza no coração.
Mas amanhã irei recomeçar,
De uma maneira diferente.
Talvez ainda queira lhe amar,
Seguindo o ritmo da música,
Pois os verdadeiros ensinamentos,
Já estão gravados na minha alma.
Talvez eu não tenha motivos,
Para grandes comemorações.
Mas não deixarei de alegrar
Com as pequenas conquistas.
Talvez a vontade de abandonar tudo
Torne-se minha companheira.
Talvez eu não seja exatamente
O que gostaria de ser.
Talvez...
Talvez,
Não gostaria de ser a mulher que sou
Incontáveis dúvidas
Tiram-me a paz...
Foi este o mundo que construí.
Mas terei na consciência,
Que foi o melhor que vivi.
Talvez...
Quem sabe no próximo outono,
Entre folhas secas
Surge um pedaço de nós
E deixa uma lágrima rolar.
Talvez...
Ainda vou lhe amar.
PINTURA:
LÚCIA AMARAL
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