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Eleições 2010:
A maioria que não
era maioria
A realidade das
pesquisas provou ser muito diferente da realidade das urnas.
Em clima pacífico, o Brasil votou no
domingo 03 de outubro e escreveu mais uma página de sua história
democrática. Mais de 111 milhões de brasileiros deram o seu
“veredicto” nas urnas, elegendo deputados, senadores, governadores
e colocando Dilma e Serra no segundo turno da disputa
presidencial.
Pesquisas desmoronaram
As pesquisas realizadas pelos
grandes institutos apontavam uma vitória de Dilma Rousseff (PT)
ainda no primeiro turno. Resultados apontando como certa a vitória
petista, segundo os institutos de pesquisas, foram divulgados no
dia anterior, quando faltavam poucas horas para o início da
votação.
Mas, Dilma não convenceu no primeiro
turno e, por apenas 3,2% faltantes do eleitorado brasileiro, terá
que disputar o segundo turno com José Serra (PSDB), segundo
colocado no pleito, com 32,61%.
Ao superestimar a candidatura de
Dilma, as pesquisas prejudicaram as candidaturas em potencial, de
Serra e Marina, sobretudo desta candidata, que obteve quase 20% do
total válido, enquanto as pesquisas mais otimistas lhe atribuíam
13%.
Portanto, é bom lembrar que a
popularidade de Lula pode passar a ser entendida por muitos, como
de 46,91%, coeficiente obtido nas urnas por sua candidata, após
longa labuta de ambos. Também é bom lembrar que, os mesmos
institutos que aferem e divulgam a alta popularidade do
presidente, são estes mesmos apontaram Dilma Rousseff como
vencedora das Presidenciais em primeiro turno.
Decepcionada
Após o pleito, a candidata Dilma
Roussef concedeu uma entrevista à imprensa, onde se aparentava
completamente abatida. Com expressão de cansaço físico e voz
embargada, ainda que muito fizesse para disfarçá-la, Dilma falou
do segundo turno. De certo modo, a petista parecia desolada por
não ter vencido em primeiro turno, o que já era dado por certo,
segundo as pesquisas. Afirmou estar pronta para o embate em
segundo turno e parabenizou todos os seus concorrentes.
O cansaço expresso por Dilma vem de
longo tempo em incessante campanha política, desde épocas em que
esta era negada, bem como a própria candidatura da então
ministra-chefe da Casa Civil petista. Mas, popularidade não se
mede com "ibope", se mede nas urnas. E assim, Lula e Dilma, mesmo
cavalgando a passos largos sobre os lombos da máquina pública
federal, se revelaram bem diferentes do que muitos (e eles mesmos)
previam como políticos. Diga-se, com todos os recursos, todos os
empenhos e disponibilidades, eles não conseguiram emplacar a
candidatura petista em primeiro turno.
O pesado e assumido uso da máquina
pública na campanha de Dilma não foi o suficiente para elegê-la de
pronto. Viagens de avião, de norte a sul; leste a oeste. O uso
aberto de promessas do PAC (ainda que não tenha decolado do papel)
em seus megacomícios; da manutenção das “bolsas-auxílio”; do
grande Brasil do Lula... Sua proposta consiste no continuísmo, no
aprimoramento de um governo que soube manter a economia que herdou
e se projetou no mundo. E, some-se a tudo isso, o principal fator
influenciador e carta da manga na campanha petista: a presença ao
vivo do presidente da República no palanque de sua candidata.
Portanto, nem com o declarado,
pessoal, aberto e "onipresente" apoio presidencial, a candidata
Dilma conseguiu arrebatar a maioria necessária para se eleger e
por fim à sua longa corrida presidencial. Por isso, sua imagem de
desolação logo após o término da votação. Aquele semblante pode
representar o fim de um sonho, cujos alicerces se calcaram na
realidade das pesquisas, que provou ser muito diferente da
realidade das urnas.
Subindo à Serra
Por sua vez, José Serra, que se
lançou numa campanha desorganiza, tardia e sem vice, marcou seu
território ao conseguir a segunda colocação e, se souber
trabalhar, poderá crescer no segundo turno e obter mais de 50%,
ainda que precise de mais de 18% do eleitorado.
O tucano apareceu em público após o
pleito, falando com muito entusiasmo e agradecendo os votos que
teve. No dia seguinte participou do velório de Aécio Cunha, pai do
senador eleito Aécio Neves (PSDB), falecido de insuficiência renal
e velado em Belo Horizonte.
Com um vice jovem, idealista e pouco
conhecido, Serra iniciou sua campanha com grande desvantagem, se
comparado à Dilma – tanto na questão tempo, quanto ao que se
refere a recursos.
Usando um jargão imediatista, o
tucano propõe o aumento do salário mínimo de R$ 510 para R$ 600,
caso seja eleito presidente. Em suas falas para o segundo turno,
Serra, que foi ministro da Saúde do governo FHC, continua
prometendo revolucionar a Saúde e a Educação no Brasil.
Buscando verde pra colher maduro
Mas, a corrida do momento é pelos
votos dos verdes, cuja candidata Marina Silva, arrebatou 20% do
eleitorado, percentual que poderia decidir as eleições para
qualquer uma das partes.
É bom lembrar que, em parte, o
eleitorado da verde-evangélica Marina, além do apoio de
ambientalistas e simpatizantes das causas ambientais (verdes),
contou também com um forte apoio dos evangélicos de todo o país,
sobretudo, em Belo Horizonte, a terceira capital do país, onde ela
foi a mais votada dos presidenciáveis.
Notório é que, as propostas de
Dilma, como a legalização do aborto e a união homossexual chocou
parte desse público religioso que, dificilmente dará sinal “verde”
para a candidata “vermelha”.
Por isso, a candidata lulista deverá
trabalhar insistentemente sobre estes temas a partir de agora,
buscando reverter o estrago feito à sua imagem junto a estes
eleitores (que, afinal, se tornaram “votos fatais” no pleito), ao
declarar abertamente tais propostas, que se chocam com preceitos
básicos do cristianismo.
Sinais de rachaduras no PV
Tudo indica que o PV deverá se
rachar, quanto ao apoio que deverá conceder à Dilma e Serra. O
presidente e candidato derrotado da sigla ao governo do Rio de
Janeiro, Fernando Gabeira, já assinalou que deverá apoiar
abertamente a José Serra no segundo turno.
No entanto, também é provável que
parte do PV, cuja identificação se reflete mais no PT do que no
PSDB, vá apoiar abertamente à Dilma no segundo turno.
Os votos dos demais candidatos não
devem intervir diretamente no resultado final, vez que perfazem
pouco mais de um milhão de votos - juntos, somam menos que os 1,3
milhões obtidos pelo palhaço Tiririca, de São Paulo, o deputado
federal mais votado na história do país.
O peso da leve Marina
Marina Silva parece se abster de
emitir sua opinião, afirmando que o partido deverá realizar uma
assembleia para definir os rumos a seguir. Ela não assinala que
tomará partido no segundo turno, algo parecido com o seu
procedimento quando do último pleito, quando cruzou os braços num
segundo turno em que Lula se reelegeu esmagando o tucano Geraldo
Alckmin nas urnas.
Contudo, nesse momento de boa
performance em que arrebatou a simpatia geral da nação, o peso da
presença de Marina Silva num mesmo palanque de um dos candidatos
poderia influir efetivamente no resultado final destas eleições.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
Leia também:
Eleições 2010:
Confira os números dos candidatos presidenciais
* * *
Eleições 2010:
Vota, Brasil!
"A lição sabemos
de cor, só nos resta aprender"
Estamos elegendo mais um presidente, governadores,
senadores e deputados estaduais e federais. O país vai parar no
domingo (03/10) por causa das eleições. Uma democracia nova como a
do Brasil se fortalece a cada eleição presidencial.
Mesmo com tantas denúncias de última hora, mandos,
desmandos, acertos e desacertos, é preciso que a nação siga o seu
caminho democrático e que a Justiça, atenta a tudo e a todos,
também cumpra seu papel essencial de imparcialidade no pleito.
Esperamos por eleições tranquilas em todo o Brasil e que
sejam eleitos aqueles que de fato têm capacidade de exercer
mandatos eletivos e que não governem em prol de siglas, grupos ou
simpatizantes.
O Brasil precisa, urgentemente, de mandatários imparciais,
desprendidos das teias tecidas em prol dos esquemas de desvio,
propina e corrupção, tal como temos visto fartamente em qualquer
torneira que abrimos.
Vença, quem for, que governe em prol do povo; que governe
de maneira a também fiscalizar seus subordinados, para que não
corra tantos desvios, tantas propinas e tantos escândalos como
vimos nestes dois mandatos de Lula da Silva.
E, se novos escândalos vierem à tona, que os governantes
tenham caráter para assumir suas responsabilidades frente,
sobretudo com relação aos cargos de confiança que nomeia. Que não
nos faça de bobos afirmando “que não sabia”, procurando se
desvencilhar daquilo que é de sua mais extrema responsabilidade.
Antes de governo, precisamos de caráter, de isenção, de
justiça dentro de um governo, para que não esperemos estes
quesitos básicos somente sob os crivos da Justiça. Se quisermos
crescer como país, temos que cessar o derrame de dinheiro público,
conforme nos mostraram tantas e tantas “lições” do governo Lula
que, responsável pelos atos de seus subordinados (na teoria), saiu
impune e com popularidade alta, justamente, porque a maioria do
país – essa que vota e elege – não tem acesso aos meios de
comunicação e pouco sabe da realidade administrativa federal.
Para termos cidadãos informados, cultos, que influenciem
diretamente na vida governamental do país, é necessário que
tenhamos, antes, governantes aptos, honestos e dispostos a punir a
quem infringir à Lei, independente de pertencer ao seu partido ou
à sua coligação política.
Esperamos que dias melhores venham para todos nós, somos
uma nação jovem com um futuro promissor e não merecemos ter à
frente dos poderes, grupos partidaristas, mas cidadãos
desprendidos que façam da justiça de um governo, a passarela de
todas as informações públicas.
"A lição sabemos de cor, só nos
resta aprender".
Vota, Brasil!
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
* * *
Escândalo na
Casa Civil:
Cem mil não são cem reais
Erenice declara que filho recebeu
quantia de quase 200 salários mínimos em
apenas uma consultoria a uma
prestadora terceirizada pelo governo federal.
Em
uma reunião no Palácio do Planalto, a ministra-chefe da casa civil
Erenice Guerra deu explicações aos ministros e ao presidente Lula.
A ministra contou que o filho Israel Guerra não chegou a assinar
contrato com a Master Top Linhas Áreas (MTA), mas recebeu cerca de
R$ 100 mil pela consultoria prestada ao representante da empresa,
Fabio Baracat.
A
MTA obteve licença junto à ANAC, intermediada por Israel Guerra.
Mas, o que mais impressiona, não é a desconfiança de que o filho
da ministra possa ter recebido valores muito superiores aos R$ 100
mil alegados por ela, através de “uma consultoria” à MTA. O mais
impressionante, é o fato de ela falar de um negócio, feito pelo
próprio filho, bem nos seios do governo federal (ao qual ela
serve), como se o rebento tivesse cobrado uma mixaria pelo
serviço.
Erenice disserta numa inocência espetacular e declara que o filho
recebeu “apenas” R$ 100 mil de uma empresa que mantém um contrato
milionário
– o qual o próprio Israel ajudou a intermediar.
Ela fala de R$ 100 mil como se falasse de R$ 100. A ministra
menciona “apenas uma” consultoria prestada pelo filho – diga-se, a
um servidor do seu patrão -, no valor de quase 200 salários
mínimos brasileiros, segundo ela própria. E quantas outras
"consultorias", sem que se tornassem escândalos, teriam sido
prestadas pelo filho a outros servidores do governo? Esta é uma
boa pergunta.
Ou
seja, um trabalhador assalariado brasileiro, este mesmo que vota e
elege presidentes, precisa trabalhar mais de oito anos seguidos
para arrebatar a cifra de R$ 100 mil; enquanto numa “única
consultoria” o filho da nossa ilustre ministra fatura tal quantia.
Isso, porque, dado ao fato de ter uma mãe ministra, evidentemente,
ele teve o privilégio de se tornar um “coordenador de projetos” do
governo, ou seja, responsável por intercambiar contratos do
governo com empresas privadas.
A
ministra fala “dos míseros” R$ 100 mil, como quem está acostumado
a falar de milhões, isso se torna claro em suas colocações. Ela
fala, como se fosse legítimo ganhar um real que seja, de uma
prestadora de serviço terceirizado ao governo, o mesmo que ela
integra. De fato, R$ 100 mil não seria um valor alto para um
serviço de consultoria a uma empresa de grande porte,
não fosse o seu filho quem a recebesse de uma prestadora de
serviços ao
governo federal.
Tudo isso é muito vergonhoso, descarado, mesquinho e, que pese as
alegações petistas de que a aposição estaria se aproveitando de
tais fatos, não há dúvida de tantos desvios de conduta, patentes
atos de imoralidade e tantas caras de pau procurando justificar o
injustificável.
Como é que pode uma família, se apoderar de um naco do governo,
como se ele fosse um lote de sua propriedade? E ali, plantam e
crescem 'ervas daninhas', como filhos, irmãos, cunhadas e toda a
estirpe dos parentes de Nepote, a arquitetar negócios escusos
contra o interesse popular, em detrimento da indústria do tráfico
de influências, do lobby, dos privilégios políticos em curso.
É
uma vergonha para o governo federal, continuar alimentando com uma
mão, e limpando com a outra, essas suas criações bizarras, que em
nada têm a ver ou contribuem com a verdadeira democracia
conquistada pelo país. No entanto, só se pensam em votos, em
sucessão, enquanto, um governo verdadeiro deveria estar governando
em qualquer tempo, sempre pronto a punir e afastar imediatamente,
até que se prove a inocência de tais servidores, diante às graves
acusações apresentadas.
O
que devemos "extirpar da política brasileira" é o desmazelo
administrativo e a impunidade aos excessos de quem deveria apenas
servir.
Em tempo: na manhã da quinta-feira
(16/09) foi anunciada a exoneração em "caráter irrevogável" da
ministra Erenice Guerra, da Casa Civil. A situação se agravou
depois da publicação pela Folha de S. Paulo de um novo caso de
lobby envolvendo o filho da ministra. O secretário-executivo da
pasta, Carlos Eduardo Esteves Lima já assumiu o cargo.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
Leia também:
Carlos Lima assume a Casa Civil
OAB
defende afastamento da ministra Erenice
Irmão
de Erenice é acusado de desvio pela CGU
Assessor
da Casa Civil pede exoneração
* * *
A luta e o prazer:
Via Fanzine: inconfidente e original
Portal bateu novo recorde de
visualização de páginas nesse mês de agosto.

Faz quase sete anos online, Via
Fanzine cresce e se consolida no Brasil e no mundo.
No dia 11 de agosto de 2010, o diário digital
Via Fanzine,
sediado em Itaúna-MG, registrou um novo recorde de visualizações
de suas páginas. Naquela data, foram visualizadas 2198 páginas,
por 1378 internautas, como registrou o
contador eletrônico do portal. A marca anterior, de 1873
visualizações era de 2009 e a superação mostra o crescimento anual
de nosso trabalho em todo o país e no mundo. Entendemos como uma
aceitação louvável, que nos deixa em estado de graça, acirrando
ainda mais o nosso compromisso com a informação imparcial e
desassociada de quaisquer pretensões políticas, pessoais ou
outras, parta de quem seja.
Estamos cientes que esta ainda é uma marca pequena diante
os grandes veículos de comunicação do país, mas, por outro lado,
Via Fanzine se firma como o principal veículo de comunicação de Itaúna
em todo o mundo. Seja por ser, comprovadamente, o que mais difunde
a cidade no exterior, seja por colocar à cidade aquilo que se
passa pelo mundo afora e até fora dele...
A média de visualização diária, superior a 1000, perfaz,
atualmente, mais de
30 mil visualizações por mês. Isso significa que em média, a
cada minuto, durante 24 horas, uma pessoa acessa uma página do
jornal
Via Fanzine.
Visivelmente
estes números estão a crescer e consideramos esta média, nada mal, para um
portal que não faz promoção ou distribui ingressos para ninguém
acessá-lo; que não anuncia em outdoors ou se alia a políticos de
qualquer espécie, para faturar prestando serviços e promovendo
adulações; que tem coragem e não se envergonha de colocar ao
público os acessos que recebe, sejam eles quantos forem.
Nada mal para quem recebe zero de verba de partidos
políticos ou figurões da política entre outros mandatários
inescrupulosos, seja local ou nacional. Nada mal para quem não tem
obrigação de obedecer reitor de universidade, prefeito, deputado e
ter grafar manchete encomendada em nossa página principal ou pior,
estampar fotos horrendas de ridículas carrancas sorridentes ou de
pessoas de índole duvidosa, somente porque ocupam cargos no
"poder".
Nada mal para um veículo que não recebe praticamente nenhum
apoio de pessoas de Itaúna, mas que também não precisa defender ou
atacar políticos a mando de quem seja. Nada mal para um portal
que, em abril de 2004, entrou no ar e, dias depois, se orgulhava
por ter apenas 30 visualizações diárias. Nada mal para um jornal
fundado em 1994, que teve até parte do seu slogan roubado, bem
como letras marcantes do nome do seu editor (PP), para compor nome
de firma de publicidade montada por um jornal itaunense que,
copiando e nos plagiando declaradamente, ainda insiste em querer
se afirmar como nosso "concorrente".
Queiram ou
não, Via
Fanzine produz atualmente uma cobertura jornalística valorosa,
graças à sua pauta bastante diversificada, não em relação aos
jornais da cidade de Itaúna, mas de todo o país. Seja pelo seu
conteúdo, seja por seu diferenciado e único projeto gráfico,
escampando à tendência nacional e à padronização.
Não
esquecendo o espaço dedicado à terra em que surgiu,
Via Fanzine
procura veicular informações do interesse de qualquer
cidadão do mundo. A ousadia informativa e a originalidade se
tornou o nosso diferencial, tendo à frente a maior parte do
conteúdo veiculado de nossa própria produção.
Graças a tantos colaboradores especializados de todo o
Brasil, temos o privilégio de construir uma rede de portais dos
mais diversos assuntos. Desde o
Itaúna Fanzine, veiculando em tempo real as informações de
interesse da sociedade Itaunense, passando pelo diário digital
Via Fanzine, oferecendo informações regionais e de todo o mundo. Mas,
verdade seja dita, não ficamos somente nesse mundo, saltamos para
fora ele, através dos nossos portais
UFOVIA, especializado em ufologia e fenômenos aeroespaciais e
ASTROVIA, especializado em astronomia e astronáutica. Estes
não nos deixam ficar plantados somente na Terra.
Além disso, outros portais de nossa rede tem sido de
importância vital ao nosso trabalho, como a
AEROVIA, especializado em aviação e aeronáutica, além dos
portais especializados em música mineira,
Índios Urbanos e do grupo
Elfos. Temos também o prazer de criar e manter os portais do
pesquisador arqueológico
J.A. Fonseca, da artista plástica e escritora
Lúcia Amaral, do historiador
João Dornas Filho (em memória), do físico e astrônomo
Márcio Mendes.
O grande trunfo das matérias, reportagens e entrevistas de
nossa produção está em deter muito material inédito ou exclusivo,
sobre tão variados temas, muitos dos quais, nem mesmo grandes
veículos do país detêm. Esta situação se faz sob diversos aspectos
da imensa pauta que abordamos e que pode ser acessada, gratuita e
irrestritamente por qualquer internauta, diga-se, graças aos
pequenos anúncios que veiculamos e às doações que recebemos, nos
permitindo manter os serviços da
Rede VF no ar.
Nesses tempos atuais,
Via Fanzine possui uma identidade própria, única e goza de denodado
conceito, não em Itaúna ou em Minas Gerais, nossa terra, mas em
todo o Brasil e no mundo, como demonstram os relatórios gerados
pelo nosso
contador de vistas eletrônico. Prova disso, é que nosso trabalho tem
registrado reiterados acessos de diversos ministérios do governo
Federal, incluindo o Gabinete da Presidência da República do
Brasil, entre outros. Além ainda das principais universidades
brasileiras e as maiores do mundo, bem como, mídia, empresas
multinacionais, instituições científicas internacionais e diversos
departamentos dos governos nacionais.
Temos constatado que tais acessos fluem também de entidades
junto ao Judiciário e Legislativo, como Senado e Câmara Federal,
entre diversos tribunais e do STJ e STF, do Ministério Público
Federal,
além de
tantas instituições culturais, educacionais, políticas, religiosas, policiais,
esportivas e sociais de todo o território brasileiro. Toda essa
frequência pode ser constatada durante 24 horas, por todo e
qualquer internauta que acessar o nosso
relatório em
tempo real.
Com um acentuado público concentrado na região Sudeste do
Brasil, sobretudo nas cidades de Belo Horizonte, São Paulo e Rio
de Janeiro, Via Fanzine
é acessado diariamente, por pessoas de todos os estados da União e
de países dos cinco continentes, como pode ser visto,
clicando aqui. Cerca de 10% do total de visualizações vêm do
exterior, destes, 4% são de Portugal e quase 2% dos Estados
Unidos. É comum recebermos mensagens de inúmeros brasileiros que
residem no exterior e nos saúdam pelas informações exclusivas,
algumas "corajosas", segundo eles, lhes proporcionando uma ligação
direta com a realidade
da nossa
cidade, do nosso estado e do cotidiano nacional.
Portanto, ao constatarmos a excelente aceitação do nosso
trabalho,
Via Fanzine só tem a agradecer
àqueles que com ele estão envolvidos de alguma maneira. E
também afirmar nossa imensa satisfação, ao contribuir de alguma
maneira para a veiculação da verdade, da realidade, em detrimento
do desenvolvimento de nossa civilização e do nosso sono tranquilo.
E a soma de
todos
os valores humanistas e éticos contida em tantas pessoas
envolvidas nesse projeto é o que torna
Via Fanzine
um veículo único e realmente original como você. Bastante
modesto, mas uma fonte de informação segura que jamais se vendeu
ou desamparou o bom senso e a honestidade durante os seus quase 17
anos de fundação.
Obrigado por estar aqui conosco!
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
- Leia também:
Via Fanzine - Quem somos
Pesquisa mostra VF como portal mais acessado de Itaúna-MG
(set/2009)
Especial: outras estatísticas de VF e matéria "O que é Fanzine"
* * *
Itaúna-MG:
‘Cidade Educativa’? Comemorar o que?
Cidade sucateada, cujo prefeito é
investigado pelo Legislativo e MPE tem
coragem de 'comemorar' época em que
detinha uma Educação de qualidade.
Quem não conhece a história, poderia imaginar que tal
título teria sido concedido à cidade de Itaúna, no Centro-Oeste de
Minas, durante o governo do prefeito Eugênio Pinto (PT). Mas não
foi. O título de "Cidade Educativa do Mundo" foi concedido pela
UNESCO às cidades de Itaúna e Itabira ainda em meados dos anos 70.
No entanto, a administração do prefeito Eugênio Pinto
(investigado por uma CPI Legislativa e também pelo MPE, por
improbidade), se apossa de um título internacional recebido pela
cidade e tenta agora passar aos incautos e desinformados que tal
administração teria contribuído de alguma maneira para que a
cidade tenha algum mérito educacional na atualidade. Muito pelo
contrário!
Em comunicação que recebemos por e-mail da Prefeitura em
26/04, é colocado que, “Segundo o secretário municipal de
educação e cultura, Heli Maia, a participação ativa nas
comemorações do ‘Cidade Educativa’ é devido ao reconhecimento de
toda população envolvida, direta e indiretamente, que acompanham
todos os trabalhos realizados pelos profissionais da educação”.
Ora, uma administração que chegou até a promover “concurso
de beleza” entre professoras da rede municipal; que destruiu e
desativou o único teatro da cidade; que para reformar escolas foi
preciso haver manifestação popular; uma administração cujo
prefeito, patentemente, vem sendo investigado pela Câmara e MPE
por causa de contrato para um furado programa de inclusão digital
nas escolas e fraude em licitações, merece comemorar tal título?
A hipocrisia dessa administração Pinto continua usando a
peneira para tampar o sol e sem a menor vergonha, sem o menor
senso ou respeito às pessoas conscientes e esclarecidas, vem
pensando que todos são idiotas. Segue "gozando" com feitos alheios
e anteriores para tentar se impor com alguma expressividade na
área educacional, sem no entanto, citar qualquer feito ou obra que
mereça realmente algum destaque, sob sua iniciativa.
Nunca a Educação esteve tão sucateada como se encontra
atualmente em Itaúna, dentre, é claro, os demais setores
administrativos do município que não ficam atrás. Nunca houve um
prefeito com tantos envolvimentos com a Justiça e também um
secretário de Educação tão subserviente e inativo, que aceita,
avaliza sem a menor autonomia, todos os absurdos impostos por seu
superior.
Mas, para o secretário Heli Maia, “A equipe busca sempre
oferecer um ensino responsável e qualificado. Nossos
profissionais, que estão sendo constantemente capacitados pelos
Programas oferecidos pelo município, acreditam e defendem o
processo de ensino desenvolvido pela Rede Municipal de Educação,
sintonizado com os objetivos do Ministério da Educação (MEC)”,
(sic!).
Quais programas? Um programa de informática que os
vereadores já constataram que jamais se tornou operacional, mesmo
após o município gastar mais de R$ 5 milhões com o mesmo? Ou um
programa para deixar desativado o único teatro público local por
cinco anos, com direito a alugar ainda parte do mesmo para
funcionar como estacionamento de um supermercado particular?
Talvez, Heli Maia se refere ao programa “Beleza na Escola”, no
qual, ridiculamente, após denúncias desse jornal, foi suspenso,
mas “tentava” eleger as mais belas professoras da rede municipal
de ensino... Essa é a verdadeira "educação" do governo Eugênio
Pinto, a que preza pela beleza plástica de suas mestras. Existe
algo mais ridículo?
Mas, no entanto, segundo o informe - pra "itaunense ver" - enviado pela
prefeitura à imprensa em 26/04, “Para o prefeito municipal,
Eugênio Pinto, o caminho seguido pelos profissionais da Educação
de Itaúna, através da coordenação do Secretário Heli Maia, tem
feito com que o ensino do município desfrute cada vez mais de
credibilidade”. Será mesmo? Onde está esta credibilidade? Na
CPI da Câmara Municipal ou nas investigações do MPE, já explanadas
por toda a mídia mineira e nacional? Por que a dita
"credibilidade" não é citada ou exemplificada neste informe? Em
qual área o infeliz prefeito de Itaúna será lembrado pela
posteridade? Só se for pelos inúmeros buracos de rua criados e não
tampados por ele, bem como por todo o matagal que toma conta das
áreas públicas do município, além do caos da saúde, da educação,
das investigações que pesam contra o seu notório "desgoverno".
Mas, mesmo assim, o prefeito, fugitivo de notificações de
uma CPI que o investiga por mau uso de dinheiro público, tem
coragem de vir a público afirmar que, “Estamos entre os
municípios brasileiros que têm a maior participação nas ações e
programas do governo federal e acreditamos que ao cumprirmos as
metas de trabalho do nosso plano de governo, além de alcançarmos
nosso desiderato, aumentaremos ainda mais o destaque de nossa
cidade. Itaúna é cidade educativa hoje e sempre. A conquista do
passado é garantida no presente".
Só porque ele quer! Itaúna foi cidade educativa ONTEM,
jamais hoje e, quiçá, sempre. A qual plano de governo ele se
refere, o qual é incapaz de citá-lo? O que temos visto é um
desgoverno total, onde a educação, a saúde e até as vias públicas
são vítimas da pior administração da história do município de
quase 109 anos de fundação. Um prefeito que nomeia a própria
amásia para ser sua assessora de Gabinete, sem que a mesma possua
a menor instrução técnica para assumir tal cargo, percebendo -
VERGONHOSAMENTE - cerca de R$ 7 mil por mês, é digno de algum
crédito?
Felizmente, o acesso às verdadeiras informações sobre a
realidade itaunense, está cada vez mais ao alcance do povo que,
perplexo, se surpreende a cada dia, não somente pelos péssimos
serviços prestados, mas pela ousadia (leia-se cara-de-pau) de
alguns em tentar emplacar falsidades e mentiras na mídia local,
além de forjar por todas as maneiras, a camuflagem de fatos
absurdos e incontestes, promovidos em tal "administração",
enganando eleitores e toda uma população.
Itaúna merece sim “descomemorar” o título de “Cidade
Educativa” outorgado pela UNESCO naqueles longínquos anos 70. Se
nossos administradores atuais tivessem o mínimo de vergonha e
respeito, jamais tocariam neste assunto, completamente superado.
Mas... É aquele ditado: "quem vive de passado, é museu". E quem
nada faz, relembra.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
* * *
'Metal contra as nuvens':
Via Fanzine completa 16 anos
Surgido como um informativo
cultural, jornal se
transformou no maior veículo da
imprensa local em todo o mundo.
Faz 16 anos, em 07 de abril de 1994, nascia em Itaúna o
jornal Via Fanzine. Uma publicação impressa acanhada, circulou de
abril de 1994 até dezembro de 2004 em formato impresso. Em 2004,
foi construído o portal (www.viafanzine.jor.br)
que em 2009 se transformou numa rede de sites especializados.
Em sua trajetória o Via Fanzine contou e conta com a
colaboração de diversas pessoas das mais variadas plagas do Brasil
e do mundo. O diário digital Via Fanzine apresenta informações de
sua cidade, Itaúna, Minas Gerais, Brasil e mundo. Além disso,
através de seus portais ASTROVIA e UFOVIA, apresenta também
informações de “outros mundos”, seja abordando as explorações
espaciais, seja trazendo a cobertura das últimas pesquisas das
principais agências espaciais do mundo.
Ao completar 16 anos, toda a equipe de Via Fanzine agradece
aos leitores que são a razão principal de nosso trabalho, calcado
sempre na ética, na isenção e na responsabilidade. Não é por acaso
que nos tornamos o principal veículo da imprensa de Itaúna no
mundo e, isso, devemos ao esforço e dedicação todos que colaboram
conosco, os quais, compartilhamos agora a alegria de completar
mais um ano ininterrupto de jornalismo.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
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*
Crimes na mídia:
Os perigos do “efeito maníaco”
Qual é o limite para que
determinadas informações
em torno de assassinatos sejam
colocadas ao público?
João Acácio Pereira da Costa, conhecido como Bandido da Luz
Vermelha, se tornou o primeiro “serial killer” brasileiro. Nascido
em Joinvile (SC) ele foi órfão e depois morou em Santos, cidade
que se tornou sua base para a prática de assassinatos em série em
São Paulo durante a década de 60.
Preso em 1967, cumpriu 30 anos de prisão e apenas quatro
meses e vinte dias em liberdade João foi assassinado com um tiro
de espingarda no dia 5 de janeiro de 1998, durante uma briga com
um pescador na cidade de Joinville, Santa Catarina.
Depois dele, vieram outros, sendo o mais conhecido o
Maníaco do Parque, que praticou crimes na década de 90. Francisco
de Assis Pereira, vulgo Maníaco do Parque, estuprou, torturou e
matou pelo menos seis mulheres e atacou outras nove nas
dependências do Parque do Estado, na cidade de São Paulo. O
Maníaco do Parque continua preso no Estado de São Paulo.
E esta semana a polícia mineira capturou mais um indivíduo
que vem engrossar a lista destes covardes assassinos. Trata-se de
Marcos Antunes Trigueiros, que ficou conhecido como Maníaco de
Contagem ou Serial Killer de Contagem. Ele estuprou e matou pelo
menos cinco mulheres, se apropriando dos celulares das mesmas.
Todos estes psicopatas têm algo em comum: o ritual com que
praticam seus crimes. Tudo parece ser feito dentro um planejamento
estratégico de forma a lograr êxito em sua intenção. Cada agressor
adota uma cartilha metódica e característica, consistindo a mesma,
na sua "assinatura" ou na principal pista a ser seguida pelas
investigações policiais.
Enquanto João Acácio adentrava residências, desligando
antes a energia, tampando o rosto com um lenço e usando uma
lanterna do bocal vermelho, Francisco de Assis Pereira preferia
atacar suas vítimas num terreno aberto, desovando seus corpos no
mesmo local. Já Marcos Trigueiros, preferiu atacar mulheres
morenas, bonitas, de cabelos longos e que possuíam carros. Ele
estuprava, fazia a vítima vestir as roupas e depois a enforcava
com cadarços de tênis. Uma de suas características era não roubar
demais objetos pessoais das vítimas, mas somente os seus telefones
celulares.
A prisão do Maníaco de Contagem anunciada pela Polícia
Civil no final de fevereiro de 2010, aliviou a sociedade
contagense, e também belorizontina, da região do Barreiro. A
prisão de Marcos se deu após um esmerado trabalho de investigação
e ação policiais, envolvendo muitas dezenas de agentes e um grande
aparato tecnológico.
Assim como o Bandido da Luz Vermelha e o Maníaco do Parque,
o Maníaco de Contagem deverá ser condenado a mais de 100 anos de
prisão, mas deverá cumprir somente 30 deles, conforme prevê a lei
brasileira. Isso, se não receber benefícios durante o cárcere,
também previstos em lei.
Violência na
mídia
Toda a exposição de casos envolvendo psicopatas na mídia
pode trazer efeitos maléficos, a curto e longo prazo à sociedade.
A revelação de determinados detalhes envolvendo os assassinatos,
sobretudo, a forma com que são praticados, pode chegar até pessoas
despreparadas psicologicamente, induzindo-as à prática de crimes
semelhantes.
A influência dos meios de comunicação nos índices de
criminalidade é evidente quando assistimos a determinadas “ondas”
de ocorrências dentro de uma mesma modalidade. Portanto, após as
fartas divulgações dos crimes praticados pelo Bandido da Luz
Vermelha e o Maníaco do Parque, foram desencadeados outros crimes
semelhantes, em regiões distintas do país.
Ainda que algumas empresas jornalísticas tenham ciência
disso e já prevêem em seus códigos de ética a maneira correta de
difundir tais ocorrências, de modo geral, a imprensa precisa ter
consciência de sua responsabilidade ao transmitir casos envolvendo
assassinatos, sobretudo, os do tipo em série.
Em Minas, a Polícia Civil já manifestou estar ciente que,
nem todas as informações sobre o crime devem ser divulgadas ao
público. Inúmeros detalhes e peculiaridades poderiam funcionar
como uma verdadeira “aula” para um assassino em potencial.
Muitos desses psicopatas foram órfãos na infância ou vêm de famílias desajustadas
– casos dos três citados aqui. Destarte, muitos indivíduos
de faixa etária e regiões distintas do país, constantemente, se
enquadram nos quesitos básicos do que seria um “assassino em
potencial”.
Portanto, se a divulgação de casos de assassinatos em série
atrai audiência aos meios de comunicação, é imprescindível que as
editorias jornalísticas estejam atentas para não extrapolar as
suas funções.
Inclusive, já assistimos a uma emissora de tevê, “adentrar”
uma ocorrência policial, ao entrevistar, no cativeiro, um rapaz
que invadiu a residência da ex-namorada e a assassinou. A
extrapolação pela busca de audiência por parte da emissora,
decerto, influenciou de alguma maneira para o trágico
desencadeamento dos fatos.
Da mesma maneira, a excessiva exibição desse caso citado
por último, pode ter levado com que outras pessoas, em condições
semelhantes a do agressor, se sentissem estimuladas a fazer o
mesmo.
Não há uma medida padrão que possa ser adotada quanto à
intensidade e a quantidade das informações de caráter criminoso a
serem veiculadoas na mídia. Neste caso, em muitas das vezes ética
(ou a falta dessa) se confunde com a própria auto-censura.
Decerto, não haverá um “violentômetro” que possa ser adotado pela
imprensa, no sentido de manter a veiculação de tais informações em
um patamar que não seja nocivo ou que se volte contra à própria
sociedade.
Na verdade, o que há mesmo, é a consciência dos
responsáveis pela veiculação informativa. Ela é o estopim das
opiniões a serem formadas. Sendo assim, levará em si, toda
influência (seja benéfica ou maléfica) que as informações
populares exercem junto à sociedade.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
Leia também:
Maníaco se escondeu debaixo da cama e chorou
* * *
'Mico
político':
Porque Zelaya derrubou o terceiro mandato de
Lula
Queda de Zelaya em Honduras extirpou um
possível terceiro mandato de Lula no Brasil.
O Brasil tem sido um país que tem misturado popularidade
com competência. Ser popular é uma coisa; ser competente é outra bem
diferente. Existem tipos populares, conhecidíssimos e queridos, desde as
menores cidades do país até as grandes metrópoles de todo o mundo, no
entanto, muitos são desprovidos de qualidades básicas.
Na política brasileira temos visto a popularidade do
presidente Lula ser apresentada como “a melhor de suas qualidades”. Como
se popularidade alta se traduzisse num estado de perfeição governamental,
num governo impecável, faça este governo o que fizer e seja ele qual for.
Até pouco, a alta popularidade do presidente nas pesquisas
o fazia sonhar com certo “terceiro mandato”, que ele mesmo sempre negava
(mas gostava do assunto...). Entretanto, sua experiente equipe já
arquitetava tal fantasma, diga-se, dando muitas bandeiras. O raciocínio de
que, por ser querido pela maioria lhe daria “poderes” extraconstitucionais,
levou a quem orbita o presidente (e dele depende de alguma maneira, até
mesmo para adulá-lo sem que ele nunca saiba ou conheça o adulador...)
também a embarcar nesse sonho de terceiro mandato presidencial de Lula.
O "mal agradecido" governo que pegou carona na política
econômica do anterior, pouco acrescentou aos ganhos dos trabalhadores,
aposentados e brasileiros, que pagam para viver nesse país. Lembremos que
o Real, nascido no governo Itamar Franco, sob a batuta de seu ministro
Fernando Henrique Cardoso (que mais tarde viria a ser presidente), na
época de sua criação foi fortemente combatido pelo então deputado petista
Luís Inácio Lula da Silva. Vencido, a moeda vingou e veio calar ao Lula e
todo o seu “bloco de apoio”, que tanto trabalhou e torceu para que o plano
econômico daqueles governos FHC, com quem ele tanto competia e era
derrotado, fosse por água abaixo, ainda que estivesse em jogo a
estabilidade monetária do país.
O Real vingou e Lula, após ser derrotado seguidamente em
suas antigas candidaturas presidenciais, um dia, assumiria o país como
presidente e manteria a mesma moeda Real - agora consolidada e reconhecida
mundialmente - que ele tanto combatera. Não bastasse isso, diversas
figuras do governo anterior passaram a ocupar cargos estratégicos no
governo Lula, especialmente, no Banco Central do Brasil, dando a entender
que as políticas anteriores seriam mantidas. E foi o que aconteceu.
Com sua moeda estável, o Brasil passou a ser
projetado no mundo como um país de economia promissora, arrebatando todo
status possível para o seu presidente. Por sua vez, Lula soube continuar mantendo o fantasma da
inflação (outrora extirpado por FHC) e todos os seus males periféricos,
longe dos brasileiros. Ainda que para isso, continuasse fazendo exatamente
o mesmo que fizeram aqueles que ele tanto combateu e blasfemou enquanto
esteve na oposição. Além de manter a política monetária do governo
anterior, Lula ainda "inovou": distribuiu diversas “bolsas” custeadas com
verbas federais às populações de baixa renda, em vez de oferecer a elas as
verdadeiras soluções para os seus problemas, que se traduziriam na criação
de empregos, atendimentos básicos de saúde, educação e outras ‘benesses’
sabidamente raras nesse país.
A “bolsa família” e outros programas do gênero são
verdadeiras esmolas institucionalizadas, pagas com dinheiro federal e,
decerto, farão com que as populações mais carentes (maioria absoluta
no país) se intimidem por não votarem no candidato(a) indicado pelo único
presidente que lhes “deu dinheiro”.
Até porque, a fonte
pode secar. Antes de ser um programa social, as “bolsas” oferecidas
pelo governo Lula, são sim, uma grande campanha de marketing político,
qual seu retorno será testado mais uma vez, porém, agora com outro
candidato - o(a) indicado(a) - em cena.
É claro que se dependesse de Lula e seus orbitadores
políticos, ele teria sim, o terceiro mandato. No entanto, a queda de braço
do “filho do Brasil” com o governo de facto de Honduras, derrubou as
pretensões de um terceiro mandato – se é que ela existia mesmo (!?).
Incrível como a grande mídia, que recebe publicidades de quase todos os
ministérios do Governo Federal, se “esquece” de citar o fato, mas é
evidente que, após a queda vergonhosa de Zelaya do poder, Lula e seus prós
não tiveram mais argumentos para continuar pleiteando um
anticonstitucional terceiro mandato. Igualmente incrível foi que, a grande
orquestra presidencial se calou e as conversas acerca deste declarado
desrespeito constitucional cessaram de vez. Zelaya, ao tentar o que Lula
“poderia” ter tentado (continuar no poder) foi deposto e, logo por quem?
Pelo Senado e pela Justiça de Honduras, país que cumpre com fidelidade às
suas Leis e cujos homens públicos cumprem os seus verdadeiros papéis.
Chamado pelo governo do Brasil de "Golpe de Estado",
ao esboçar
oportunismo, Zelaya caiu por entre as engrenagens da máquina federal de
Honduras e foi moído politicamente, que nem carne de terceira. Lá, em
Honduras, não é porque foi nomeado presidente que se está acima de todas
as instituições, desvirtuando-as ou levando às mesmas “gente de
confiança”. Em Honduras não é o presidente “que manda”, mas são as leis
que regem. E este país caribenho, soube sim, cumprir o seu papel de Nação
e deu um exemplo de integridade e de honestidade a cada cidadão nascido
naquele solo, garantido a ele a sua integridade moral, democrática e
eleitoral. Ao depor um presidente através das forças legais, pelo fato de
o mesmo “tentar passar a perna na Constituição”, como fizeram outros
espertalhões sulamericanos, que serão aturados no poder por anos a fio, os
bravos hondurenhos deram, não somente ao Brasil, mas a todo o mundo, um
exemplo da mais corajosa integridade constitucional e elevada moral
política. A pequena república venceu, pelas forças das suas leis, o
gigante brasileiro que, parecendo ter todos os seus problemas
solucionados, gastou tempo, dinheiro, cartaz diplomático (?!) e até seu
território naquele distante país, para apostar num político que tentou
trair sua própria Constituição. Foi sim, o mais ridículo show político já
assistido pela contemporaneidade, cujo Brasil ao lado de Zelaya, foram os
destaques do picadeiro.
Desafiando a Constituição de Honduras, expressa na decisão
de seu Senado Nacional e sua Justiça, Lula deu abrigo a Zelaya na
embaixada brasileira e o desfecho foi o pior possível para ambos. Zelaya
exterminou com sua carreira política e o Brasil teve a sua imagem
diplomática abalada pelo imbróglio. A ocorrência se transformou numa tenra
piada, num verdadeiro “mico político” estampado por jornais de todo o
mundo. Enquanto o governo transitório (ou de facto) de Honduras deu uma
demonstração de extrema paciência, até que o legalmente vencido Zelaya
deixasse o país que tentou enganar e, evidentemente, seu abrigo seguro,
oferecido pelo também vencido, Lula, filho e presidente do Brasil – que,
parece, comprou a briga errada. Pior agora será reconhecer o legítimo
governo hondurenho - empreitada que deva ser tão dura e paradoxal, quanto
reconhecer o sucesso e a estabilidade do Real.
E assim, a grande mídia se cala e a história se faz:
possivelmente, o terceiro mandato no Brasil, contrariando a Constituição
Nacional, somente não nasceu porque a Democracia de Honduras não deixou.
Afinal, onde estão os nossos analistas políticos? À parte as opiniões dos
entendidos, ficou claro que, após o "Incidente Honduras", o temor de que a
sociedade brasileira se rebelasse (sobretudo, as Armas, nem vamos citar
Senado e Justiça...) contra a imposição de um anticonstitucional terceiro
mandato presidencial de Lula (arcado pela força de sua “popularidade”) fez
esvaecer tal ideia esdrúxula e abusiva. Claro, seria interessante para o
"filho do Brasil", que outros, além dos vitoriosos Chávez e Correa,
surgissem nas Américas alentando um terceiro mandato, dando margem para
que outras Constituições Nacionais fossem igualmente desrespeitadas. Lula,
alegando que Zelaya sofrera um “Golpe de Estado” e negando aceitar que o
mesmo estava sim, excedendo seu papel constitucional de presidente, se
juntou a ele - por incrível que pareça - numa mesma derrota. Pelo menos
nessa guerra, o tiro saiu pela culatra.
Mas, fato é que ninguém se fala mais em terceiro mandato de
Lula e, claro, Dilma Rousseff, pretensa candidata presidencial do PT
(partido do presidente) deve estar grata ao derrotado Zelaya por isso. E
assim, restou a Lula baixar o ego, cair na real e apostar todas as fichas
na candidata do PT, levando-a a todos os palanques e inaugurações
possíveis de seu governo, em explícita propaganda extemporânea, num claro
desrespeito às leis eleitorais, que parecem invisíveis aos olhos dos
magistrados muito bem pagos para fiscalizá-las. Ainda que seja legal tanta
exposição, é altamente imoral e tão evidente. Por isso, até então, seis
ações já foram impetradas por partidos políticos junto ao TSE, denunciando
abusos de uma campanha que nem se iniciou oficialmente. Mas, muita coisa
passa batida e vistas grossas existem para isso, não é mesmo? Afinal,
estamos no Brasil e não em Honduras.
E viva a democracia! De Honduras, claro.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
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Negociação
militar:
Os caças
e o caçador
Compra de aeronaves: Lula diz que decisão
final será do presidente.
Embora os Estados Unidos em somente um de seus porta-aviões
tenha a capacidade de carregar 300 aviões caças, a compra de apenas 36
deles pelo Brasil tem se transformado numa novela. O Projeto F-X2 da Força
Aérea Brasileira é uma licitação internacional aberta pelo Governo da
República Federativa do Brasil para a compra de 36 aeronaves caças.
Das cinco empresas iniciais, três foram selecionadas para
concorrer ao fornecimento das aeronaves ao governo do Brasil: Dassault
(França), Boeing (EUA) e Saab (Suécia). Estas três empresas fabricam
aeronaves - com suas devidas particularidades - que atendem às
necessidades da Força Aérea Brasileira.
E depois de um longo período de negociações o presidente
Lula, recebendo o presidente francês Sarkozy nas comemorações do 7 de
setembro, declarou como certa a compra dos caças da francesa Dassault,
fabricante do Rafale, além de um tratado prevendo também a aquisição de
helicópteros e submarinos.
Um dia depois da declaração do presidente, o ministro da
Defesa Nelson Jobim, declarava publicamente que a negociação com a França
não estava efetivada, causando perplexidade nacional. Em seguida, Lula se
negava a falar do assunto com a imprensa ou fornecer uma explicação se
estava valendo suas declarações ao lado de Sarkozy ou as declarações do
seu ministro da Defesa.
Mas, o silêncio durou pouco até que, num jeito “bem
brasileiro”, brincou com jornalistas, ao afirmar que “esses caças ainda
vão sair de graça”. No entanto, ele não explicou exatamente o que faria
para que o Brasil “ganhasse” essas aeronaves.
Na sexta-feira, 11/09, o comando da Aeronáutica divulga uma
nota informando que o Projeto F-X2 continua em andamento e que aguardava
“melhorias” nas propostas dos fornecedores. No mesmo dia, Lula declarava
que “A FAB, ela tem o conhecimento tecnológico para fazer a avaliação, ela
vai fazer e eu preciso que ela faça. Agora, a decisão é política e
estratégica e essa é do presidente da República e de ninguém mais”.
Ora, por que então foi aberta uma licitação internacional?
Ou seja, monta-se toda uma estrutura processual para uma licitação
internacional para, logo depois, o presidente vir mandar e desmandar
publicamente, acerca dos rumos dessa negociação. Se “quem manda é o
presidente”, não deveria se montar uma licitação internacional, inclusive,
dando direito aos concorrentes de recorrerem contra o governo por causa de
determinadas precipitações que julguem prejudicá-los.
A compra dessas poucas aeronaves militares que, em verdade,
não vão atender nem a meros 10% da necessidade de se cumprir missões de
Defesa e Segurança num país rico e de dimensão continental como é o
Brasil, demonstra que o presidente Lula continua achando que tudo pode e o
país depende somente da sua "decisiva" cabeça.
Estratégias e conchavos políticos à parte, o Brasil é um
país soberano e deveria, através de suas devidas instituições, ter
liberdade de escolher com base nos quesitos técnicos avaliados por
profissionais, qual equipamento lhe atenderia melhor. A negociação em si,
não pode lesar a finalidade dessa requisição, que é buscar a aeronave de
melhor desempenho e custo benefício, além da transferência de tecnologia
ao Brasil.
Será lamentável se o governo do Brasil vir a misturar, mais
uma vez, política com a função de instituições autônomas, sobretudo, das
Três Armas. Considerando o presidencialismo, é necessário que as devidas
autoridades militares detenham autonomia para escolherem equipamentos e
tomarem decisões acerca do trabalho que, afinal, elas mesmas é que vão
executar.
- Clique aqui para ler mais
sobre este assunto.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
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Patrimônio público em Itaúna-MG:
Câmara e MP
investigam computadores de R$ 25 mil
Comissão legislativa
e promotoria investigam computadores
comprados pela
Prefeitura de Itaúna por R$ 25 mil a unidade.
A denúncia de uma compra supostamente superfaturada pela
Prefeitura de Itaúna culminou na criação de uma Comissão Especial (CE) do
Legislativo itaunense para investigar as negociações. A CE foi criada pela
Portaria nº 17/2009, de 08/06/09, por iniciativa do presidente da Câmara,
vereador Antônio de Miranda.
A comissão é composta por três vereadores, dois
oposicionistas e um da situação. Dois vereadores da base do prefeito
Eugênio Pinto (Lucinho e Paulinho Morada Nova) recusaram o cargo de
presidente da comissão. O cargo da presidência foi então preenchido pelo
vereador pintista Delmo Barbosa, no dia 16/07. Os vereadores Gleissinho e
Silvano também integram a CE, como relator e secretário, respectivamente.
A comissão deverá investigar a compra de computadores e
manutenção dos mesmos, adquiridos pela Prefeitura Municipal de Itaúna (PMI)
da empresa Prescon Informática e Assessoria Ltda., ainda no primeiro
mandato do prefeito Eugênio Pinto. O contrato foi firmado pelo então
secretário de Educação e Cultura Carlos Márcio Bernardes (afastado por
motivos de saúde), já que o sistema foi implantado na área educacional. O
mesmo contrato, vencido recentemente, foi revigorado, dessa vez, pelo
atual secretário de Educação e Cultura Heli Maia.
Segundo as denúncias, inclusive, protocoladas pelo cidadão
José Júnior Capanema na Câmara Municipal, a prefeitura adquiriu 100
computadores (PC) por R$ 2,5 milhões, valor que, à época, daria para
comprar mais de 1000 máquinas semelhantes a preço de mercado. Além disso,
foi contratado serviços de manutenção junto à mesma empresa fornecedora,
cujo valor seria de R$ 100 mil mensais. Os denunciantes também alegam que
a contratação de manutenção para computadores novos não se justifica, já
que os computadores deveriam se encontrar em período de garantia.
A Comissão Especial do Legislativo já está requisitando
documentos oficiais junto a PMI e deverá ouvir todos os envolvidos na
negociação. O secretário Heli Maia foi convocado a prestar contas em
audiência marcada para o dia 10/08, na Câmara Municipal de Itaúna.
Rosângela Melo Flud, sócia diretora da Prescon também poderá ser convocada
para uma audiência no Legislativo, já que a mesma foi informada da criação
da CE por um ofício expedido pela Câmara Municipal. Os integrantes da CE
também enviaram oficio ao prefeito Eugênio Pinto, informando-o sobre a
criação da comissão e dos trabalhos da mesma.
Os vereadores devem checar todo o processo licitatório e o
relator Glessinho já pediu cópia de todos os documentos ao Gabinete do
prefeito. Segundo informou o jornal Brexó, foram requisitadas cópias de
contratos, termos aditivos, empenhos, notas fiscais dos pagamentos
realizados com suas respectivas medições de acompanhamento, entre outros.
As denúncias da compra de computadores de R$ 25 mil a
unidade pela prefeitura de Itaúna foi publicada somente pela mídia
imparcial de Itaúna. Ao contrário, a parte da imprensa itaunense que
recebe verbas de publicidades da PMI não noticiou sobre esta negociação,
tampouco, sobre o valor exorbitante dessa compra. Mas veicularam matérias
mostrando os “benefícios” que estas máquinas estão trazendo à população –
isso, somente agora, mais de dois anos depois da aquisição e quando se
sabe que investigações já estão sendo feitas pelas autoridades locais.
Promotora pediu informação a VF
Dos poucos veículos da imprensa de Itaúna que divulgou esta
denúncia, está Via Fanzine. Alguns dias após termos publicado a cobertura
de uma reunião da Câmara Municipal de Itaúna, que tratava do assunto,
fomos contatados pela promotoria local. O fato não foi noticiado antes
para não atrapalhar os trabalhos do Ministério Público em Itaúna. No
entanto, agora, que o Legislativo também inicia publicamente seus
trabalhos para apuração dessa grave denúncia, sentimo-nos no dever de
tornar público este fato.
Através de sua secretária, a promotora Sílvia de Lima
Soares, titular da Comarca de Itaúna, após ler a nossa cobertura da
referida reunião da Câmara, nos solicitou mais informações sobre a
negociação entre a PMI e a Prescon, pedindo, inclusive, a nossa presença
na Promotoria de Justiça em Itaúna.
Respondemos que tudo o que sabíamos a respeito dessa
negociação, já fora tornado público na cobertura da referida reunião
legislativa que tratou do assunto. Acrescentamos que, naquela reunião, o
presidente da Casa já havia solicitado formalmente mais informações ao
Executivo e, pelo prazo do seu pedido, já deveria tê-las em mãos.
Sugerimos que a promotora contatasse o presidente da Câmara, para que
assim, pudesse se inteirar das informações oficiais. Apesar de não
residirmos em Itaúna e não retermos mais informações sobre o assunto,
também nos colocamos à disposição da Promotoria, caso se faça necessário.
Até o momento, não obtivemos mais informações sobre as
possíveis investigações, também, realizadas por parte do Ministério
Público, acerca dessa negociação da administração Eugênio Pinto com a
empresa Prescon.
Os 100 computadores, adquiridos em 2007 e que custaram R$
2,5 milhões ao município não têm nem mesmo monitores em LCD. Ou seja, cada
máquina dessa, que já se encontrava ultrapassada quando de sua aquisição,
custou a bagatela de R$ 25 mil reais aos cofres públicos de Itaúna. Valor
este, segundo revendedores em Itaúna, mais de 10 vezes superior ao das
máquinas “top de linha” comercializadas naquele ano de 2007.
- Clique aqui para ler mais
sobre esta negociação.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
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Nepotismo e
decoro:
Sarney, o ‘herdeiro’ da crise moral do Senado
Por três vezes
presidente da Casa, Sarney se redime da crise do Senado.
'A nossa indignação é uma mosca sem
asas, não ultrapassa as janelas de nossas casas'
SKANK
Sem dúvida alguma o ex-presidente da República e atual
presidente do Senado do Brasil, José Sarney, merece o respeito de todo o
povo brasileiro. Ele se tornou um agente histórico ao, como vice, assumir
a presidência da República quando do falecimento do presidente Tancredo
Neves, nas vésperas de sua posse.
Sarney foi o principal ícone da transição democrática
brasileira e, bem ou mal, concluiu com êxito aquela que foi uma corajosa e
árdua missão política. O primeiro presidente civil após mais de 20 anos de
ditadura militar (1964-1985) exerceu também papel de importância quando do
advento da anistia política, resgatando ao país, diversas figuras
políticas extraditadas.
Presidente poeta, autor de livros, abriu espaço à Cultura e
sua difusão no país, inclusive, criando os pilares para as leis de
incentivos culturais a níveis estadual e federal. Escritor de vários
livros, exímio contista, se tornou um “imortal” também na literatura, ao
ser nomeado membro da Academia Brasileira de Letras (ABL).
No entanto, no campo econômico, seu governo deixou muito a
desejar, se comparado aos de todos os seus sucessores. Que pese o retorno
à democracia, fato é que naquele histórico mandato, assolava o país uma
“inflação galopante” – tantas vezes chamada assim... -, cujos efeitos na
economia, beiravam os três dígitos (quase 100% ao mês!). Os preços de
serviços e produtos, subiam da noite para o dia. A gasolina, o café, o
pão, a escola, a cesta básica... Os preços disparavam e o dinheiro era
cada vez mais ilusório nas mãos do trabalhador.
Apesar de tudo isso e, de tudo o que a inflação nos levou
no governo Sarney, ele concluiu honrosamente sua missão administrativa,
cumprindo, talvez, a mais importante fase de sua vida política.
Hoje, presidente do Senado pela terceira vez, Sarney tem
sido alvo de notícias nada honrosas, mas, tampouco, mentirosas, acerca de
sua atuação e demais responsabilidades como senador da República. Acusado
de usar verba de custeio que não deveria usar, de conseguir cargos e
empregos para seus parentes e amigos (seja através de ato secreto, ou
não), e assinar dezenas de "atos secretos", o homem público Sarney saiu na
defensiva, atacando.
Em seu discurso na quarta-feira (17/06), o senador,
primeiramente, "culpou" à imprensa pela divulgação de seus comprovados
atos públicos. No entanto, não conseguiu justificar porque nomeou parentes
sob atos secretos, mas afirmou que, “a crise do Senado não é minha”. Se
refere à crise moral que atravessa o Senado brasileiro, cujos presidentes
têm, como que por tradição, caído dos cargos, tão logo sejam descobertos
os primeiros decoros parlamentares dos mesmos.
Tem sido assim e, possivelmente continuará assim. Sarney
diz que a crise moral do Senado do Brasil não “é dele”, mas se esquece que
foi presidente da Casa por três vezes, sendo notório responsável pelo
passado recente dela e, portanto, a crise é dele sim. Não só dele, mas,
sobretudo, dele. Ao não assumir seu quinhão na crise moral do Senado,
Sarney se esquece que nomeou uma pessoa qual teve “carta branca” para
criar – sob responsabilidade do presidente da Casa - centenas de “super
cargos” inúteis nas tenras tetas da máquina pública nacional. Tudo isto é
probo, documentado, está na mídia, no Ministério Público; é indiscutível.
Mas, convenhamos que não seja mesmo dele toda a crise moral
a qual ele hoje “interfere”; o que faz ele lá se não deu fim a ela?
Anunciou que ia “moralizar o Senado”, mas o que vimos na prática foi o
avesso de tais afirmações. Em verdade, se ele, que foi presidente do
Senado por três oportunidades não “resolveu” a dita crise, ele deveria
renunciar, pois, impotente que se mostrou, nada mais tem a fazer na
presidência daquela Casa pública.
Entretanto, o digníssimo nepotista, em vez de reconhecer seus erros
com a humildade que seria típica dos bons nordestinos, vem lembrar que
prestou diversos serviços ao país, como se isso o tornasse imune aos
comprovados decoros que cometeu. Afirma que, aquilo que foi aventado pela
mídia – nada mais que a realidade – é "falta de respeito" à sua pessoa.
Mas eu digo, falta de respeito é ele nos fazer ouvir seus clamores
sentimentalistas, nos quais misturou, até mesmo, a saúde frágil de sua
filha, a também senadora, Roseana Sarney.
Pois então, coloquemos os pontos nos is: quanto aos
serviços que ele prestou, o Brasil não lhe deve nada. Ele foi um político
muito bem pago para tanto (e continua sendo), aliás, até demais, haja
vista sua “bolsa mensal” de ex-presidente e até as ajudas de custo
indevidas que embolsou recentemente, além, é claro, de seu atual salário
de parlamentar e das diversas “mordomias” proporcionadas pelo cargo
público que exerce.
Ele não prestou serviços filantrópicos como homem público
brasileiro, tampouco trabalhou como voluntário ou deixou de ser
remunerado. Ele percebeu muito bem (e ainda percebe, evidentemente) por
todos os serviços que prestou e presta à nação. Portanto, ele apenas
desempenhou seu papel de homem público e, cobrar o que fez ou o que deixou
de fazer em seu passado político, não vem ao caso agora. Sobretudo, no
caso de quem foi muito bem pago para tanto – frise-se novamente.
Sarney falou ao povo brasileiro como se fosse vítima de um
complô imaginário; como se fosse alvo de boatos improváveis, de difamação
e não de fatos documentados, atos oficiais que se transformaram em
verdadeiros absurdos e por isso, em assuntos de Justiça. Falou, como se a
imprensa do país democrático o qual ele ajudou a consolidar, estivesse
transgredindo ao reportar fatos comprovados e documentados. Agindo assim,
ele foi contra à liberdade de informação, às espontâneas reportagens da
realidade política brasileira.
Falta de respeito é termos que ouvir a ele, afirmar com
tanta desfaçatez tudo o que afirmou, ainda que sabia que nada daquilo iria
redimir o mal feito e não assumido. Para piorar, este mais novo “banho de
crise moral” que toma a sociedade brasileira, o presidente Lula, lá no
Cazaquistão (sim, lá!), sai em defesa do ilustre aliado político. Lula
afirmou que Sarney “não pode ser tratado como uma pessoa comum”. Este,
talvez, foi o maior absurdo dito até agora pelo presidente brasileiro.
Quem não é comum para o Lula? Ele? Sarney? Afinal, quem o presidente acha
que eles são? Ao que nos constam, nenhum dos dois têm sangue azul ou
atestado de supra-humanidade.
Lula também criticou o que chamou de “denuncismo”, como se
todas as informações divulgadas acerca dos decoros do senador Sarney
fossem apenas cogitações, rumores ou especulações. Ao contrário disso, são
fatos e, ao afirmar isso, o presidente se torna, de certa maneira,
conivente com tudo o que foi feito (ou desmandado) de forma aleatória os
verdadeiros desígnios legais e que deveria estar em consonância com os
estatutos políticos do país. O presidente, claramente, colocou seus
interesses político-partidários à frente dos interesses nacionais. Deveria
agir com a isenção de um presidente, mas perdeu a chance de assim fazê-lo.
Sarney é sim, uma pessoa comum, assim como o presidente
Lula ou qualquer outro brasileiro e, “achar” que não são homens comuns,
não lhes dá o direito de cometer atropelos administrativos, verdadeiros
absurdos públicos, em detrimento de quem quer que seja ou em nome de seus
próprios anseios políticos ou pessoais.
Por serem homens públicos e comuns, de acordo com as leis e
a Constituição brasileira, estes (e outros) políticos deveriam ter mais
respeito pelo povo brasileiro. Sobretudo, pela audácia e dissimulação
perante os olhos das pessoas mais conscientes e esclarecidas.
Honrosos são os políticos que se enforcam, embebidos de vergonha na
cara.
Pepe Chaves
editor
www.viafanzine.jor.br
pepechaves@gmail.com
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